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Funcionários e usuários do Centro de Saúde tomam as ruas de Sousas para protestar contra obra de praça

 

Manifestantes caminharam até a subprefeitura do distrito para levar as demandas e cobrar ações

 

Funcionários do Centro de Saúde de Sousas pararam parcialmente o atendimento na manhã desta quinta-feira (12), por cerca de uma hora, para protestarem contra a construção de uma praça, ao lado da unidade médica. O atendimento ficou restrito a casos emergenciais, mas foi logo restabelecido.

A manifestação ocorreu às 9h com a participação de médicos, funcionários e usuários, que traziam cartazes reivindicando reformas e melhorias no local.

Após a concentração em frente ao Centro de Saúde, os manifestantes seguiram até a subprefeitura de Sousas para levar as demandas e cobrar ações do subprefeito Mauro Calvo.

Os servidores reclamam da construção da praça, e alegam, que há muitos anos há uma solicitação feita a Prefeitura para ampliação do Centro de Saúde. Mas, na época, a Administração disse que não podia, porque o terreno pertencia à Fepasa. “Agora municipalizaram a área, a Prefeitura começou a construir uma praça no terreno, e não fala com os servidores e usuários”, disse Eliane Trindade, dentista do CS de Sousas.

Por dia, 350 pessoas são atendidas no CS, mas 18 mil usuários estão cadastrados no sistema de atendimento. De acordo com o conselheiro de Saúde Maurício Godoy, Sousas perdeu dois funcionários, e a secretaria informou que os cargos não serão repostos. “A demanda de atendimento também aumentou, porque a classe média perdeu poder aquisitivo e deixou de pagar o plano de saúde”, aponta Godoy como um dos problemas enfrentados pelos servidores do Centro de Saúde.

De acordo com os servidores, Sousas antes tinha uma população de 15 mil pessoas, mas hoje já atinge a marca de 28 mil moradores. A unidade também atende a Vila Brandina. Tarcísio Rabelo, clínico geral que atua no Centro de Saúde, e deve se aposentar no final do mês, reforça o argumento dos colegas. “O Centro de Saude precisa ser ampliado. É apertado e precisa de mais espaço para os usuários. O poder público não dialoga com a população. A prefeitura tem que ter um olhar diferenciado para a região. Estou há 12 anos à frente do corpo clínico do CS, e nunca vi nada igual. A única reforma foi feita há três anos com ajuda de voluntários”, disse o médico.

“O atendimento dos funcionários é ótimo, mas falta condições de trabalho para eles. Esse posto deveria ser atendimento de 24 horas”, disse Maria Zélia Diniz Machado, primeira paciente do CS, desde que foi inaugurado há 30 anos.

“Os usuários se revoltam com os profissionais, mas nós não podemos fazer nada nada. Chove dentro das salas, o autoclave não funciona, os equipamentos estão enferrujados, falta material estéril, as salas são inadequadas, além do mofo por toda a unidade. Se tem dinheiro para construir uma praça, então deve ter dinheiro para reformar o CS”, finaliza a dentista Eliane.

Em nota, a Prefeitura informou que o terreno foi doado pelo governo federal ao município, exclusivamente para a construção de uma praça, e que não pode usá-lo para ampliar o Centro de Saúde. Disse, ainda, que vai estudar a possibilidade de uma reforma.

Aos manifestantes, o subprefeito se comprometeu em agendar uma reunião com o secretario de Saúde Cármino Antonio de Souza. Ele afirmou, que vai fazer uma visita técnica, junto com o engenheiro da prefeitura para avaliar as condições estruturais do prédio, na segunda semana de agosto. Segundo ele, tem acompanhado de perto as demandas do distrito, e dentro do possível dado apoio, mas ressalta que alguns pedidos fogem a sua alçada. Ele, também informou, que conseguiu um espaço de 50 metros na praça para uso do Centro de Saúde.

 

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