segunda-feira , 18 fevereiro 2019
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Jovem de Campinas (SP) vai estudar medicina na Rússia

Uma jovem de Campinas (SP) vai realizar o sonho de estudar medicina fora do país. Aos 22 anos, Sarah Barbeito Emilio Guerra está de malas prontas para deixar o Brasil com destino à Rússia, em busca do diploma que sempre quis. “A ideia de estudar fora veio quando meu pai estava trabalhando em Portugal, e me incentivou a procurar por faculdades em outros países. Pesquisei as oportunidades, e me inscrevi no processo de seleção de alunos para a faculdade de Kursk”, conta.

E deu certo! Sarah foi uma das selecionadas para estudar na Universidade Médica Estatal de Kursk, renomada instituição na Europa e líder no ensino de medicina em inglês. Preparada para a nova fase, ela embarca no próximo dia 24 de setembro com um grupo de brasileiros, coordenado pela Aliança Russa, representante oficial das universidades russas no Brasil.

Prestes a embarcar, a aluna destaca o que mais chamou sua atenção quando decidiu embarcar nessa aventura. “Optei pelo país por oferecer um ensino mais rígido, com professores de excelência e poucos alunos por sala, o que irá me proporcionar um estudo de ponta”, completa.

Qualidade e excelência

No total, mais de 100 médicos brasileiros já se graduaram pela Instituição e agora atuam em hospitais e clínicas nos quatro cantos do país. Outros 500 estudam atualmente medicina na Universidade Médica Estatal de Kursk.

Todos os alunos embarcaram com o suporte da Aliança Russa. A agência é a responsável pelo processo seletivo e por todos os trâmites para que o aspirante a médico conquiste a tão sonhada vaga.

Sistema de ensino

Os alunos que desejam cursar a universidade em Kursk devem estar atentos ao formato do ensino. Bastante diferente do Brasil, a carga horária é muito mais puxada e a metodologia de avaliação tem outro formato. Por lá, os alunos não podem ter faltas ou carregar matérias não concluídas para os próximos semestres.

O sistema de notas vai de 0 à 5, sendo 3 a nota minimamente satisfatória. O estudante que não obtiver o aproveitamento mínimo, deve automaticamente refazer aquela aula até obter a nota necessária. Caso contrário, não estará apto para fazer as avaliações de final de semestre e exames gerais.

A alta qualidade é comprovada pela taxa de alunos brasileiros que são aprovados em sua primeira tentativa no Revalida, Sistema de Revalidação de Diplomas Médicos, para atuar no Brasil. Cerca de 80% dos estudantes obtêm o registro no Conselho Regional de Medicina no mesmo ano em que chegam. O diploma é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde. Também vale lembrar que a Rússia faz parte do tratado de Bolonha, tendo seu diploma reconhecido em todo o continente europeu.


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