segunda-feira , 24 junho 2019
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Operação Tesla encontra 40 ocorrências de fraudes e furtos de energia em Campinas

Com o objetivo de coibir prática criminosa conhecida popularmente como “gato”, ação da CPFL Paulista e da Polícia Civil reuniu 11 delegacias e 45 colaboradores da distribuidora

A CPFL Paulista, distribuidora que atende 234 municípios no interior de São Paulo, e a Polícia Civil realizaram nesta quarta-feira uma operação de combate a fraudes e furto em Campinas. Batizada de Operação Tesla, a ação identificou 40 casos dos famosos “gatos” de energia elétrica em clientes comerciais e industriais. Ao todo, foram registrados 18 flagrantes e 19 pessoas foram conduzidas às unidades policiais.

A ação concentrou esforços para a inspeção e identificação de irregularidades em unidades consumidoras de diversos bairros da cidade como Centro, Satélite Íres, Jardim Myrian, Joaquim Egídio, Vila Mimosa, Taquaral, Cambuí, Barão Geraldo, entre outros. A operação policial teve como objetivo coibir a prática de fraude e furto, que piora a qualidade do fornecimento de energia para os demais consumidores e coloca em risco a vida da população, além de encarecer as tarifas para todos os clientes da distribuidora.

A Operação Tesla envolveu 11 delegacias — sendo 42 policiais da polícia civil — e 45 colaboradores da concessionária, que identificaram os casos de fraudes e prestaram o apoio técnico necessário às forças policiais para a confirmação dos furtos. O alvo da ação foram instalações comerciais da cidade.

Fraude e furto de energia é crime

As fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Também são cobrados dos fraudadores os valores das tarifas referentes a todo o período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) também distribui para todos os consumidores, por meio das tarifas de energia elétrica, parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais”, como são denominadas as irregularidades.

“Outra consequência negativa é a piora na qualidade do serviço prestado. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento”, explica o gerente de serviços comerciais da CPFL Energia, Pedro de Aro.

Consumidores que fazem “gato”, além de praticarem crime, também estão colocando as suas vidas e da população em risco. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede podem causar acidentes graves, até mesmo fatais.

Mais Fiscalização

A CPFL Paulista tem intensificado a fiscalização contra fraudes e furtos de energia em todos os municípios atendidos. Em 2018, a empresa realizou 63,5 mil inspeções em Campinas, alta de 25,7% na comparação com as 50,5 mil executadas em 2017. Ao todo, a companhia encontrou 17,7 mil irregularidades no ano passado, recuperando 42,5 mil MWh de energia. O volume seria suficiente para abastecer um município com 23,6 mil habitantes por um ano.

Esse resultado é fruto da maior assertividade do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo CPFL, que adotou novas tecnologias e mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise. Deste modo, a companhia consegue preventivamente identificar possíveis variações no consumo de energia que indiquem perdas comerciais. Além dos investimentos em processos, a companhia também tem trabalhado em conjunto com os órgãos públicos e as autoridades policiais para coibir a prática de fraudes e furtos. Consumidores da CPFL Paulista podem contribuir para o combate às fraudes e furtos por meio dos canais de denúncia disponibilizados pela concessionária. Denúncias podem ser realizadas pelo aplicativo CPFL Energia, pelo site www.cpfl.com.br/fraude, pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br.

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