Posto de Saúde Cambuí

Até 1986 funcionava no Cambuí na Igreja Nossa Senhora das Dores o Posto de Saúde do Cambuí, mas o padre responsável da época pediu a casa de volta. Logo após o posto foi transferido para a Igreja Nossa Senhora de Fátima no Taquaral, onde funcionou por 11 anos. Lá o padre também pediu o espaço para alugar para festas.
O posto foi transferido para o posto do Taquaral, só que os moradores do Cambuí não são atendidos neste posto e sim no Posto de Saúde da rua Barão Jaguará. Mas segundo depoimentos de várias pessoas, o atendimento é muito demorado e alguns idosos tem dificuldade de se deslocarem até lá, como é o caso de uma senhora que pega o ônibus 3.02 no Cambuí, desce na rua Benjamim Constant e demora 50 minutos para chegar ao postinho da Barão de Jaguará.
“Já colhemos 700 assinaturas. Todo bairro tem direito ao Posto de Saúde quando ultrapassa 20.000 habitantes. O Cambuí possui hoje 30.000 pessoas”. Conclui Tãnia
Para quem quiser apoiar a idéia o abaixo assinado está na 100% Vídeo na Silva Telles e no Cachorro Quente da Tânia, que é a idealizadora do projeto.
Unidade de Saúde
Campinas possui 47 Centros de Saúde (Unidades Básicas de Saúde), que são os Serviços de Saúde responsáveis pela atenção básica à Saúde. Ficam próximo à residência do usuário, facilitando o acesso do mesmo à assistência. Em Campinas dimensionamos um centro de saúde para aproximadamente cada 20.000 habitantes, com equipes multiprofissionais envolvendo médicos nas especialidades básicas, enfermeiros, dentistas, auxiliares de enfermagem, auxiliares de consultório dentário.

Por que um posto de saúde no Cambuí?
A grandeza do bairro está em seus moradores, pessoas que carregam consigo vivências das mais diferenciadas, considerável número de antigos moradores que têm muito a contar sobre as histórias que por aqui se desenrolam. Exatamente essa diversidade garante o brilho desse espaço, existem diferenças econômicas, culturais e sociais respirando o mesmo ar, trazendo uma convivência que nos leva ao crescimento.
Existem aqui grande número de pessoas, cidadãs e cidadãos batalhadores que pagam seus impostos igualmente como todos e que, quando necessitam de atenção médica, têm sérias dificuldades em serem atendidos, enfrentam a lotação do posto de saúde do centro e também empecilhos em tratar-se em outras unidades, já que seus endereços não compõe a área de abrangência dessas.
Nós, brasileiros, já nos acostumamos à existência de serviços públicos ruins, passamos a buscar outros caminhos, como aderir a convênios médicos – quando se pode bancá-los – e deixamos de lutar por algo que é nosso de direito, não por caridade, mas porque pagamos para isso.
As unidades públicas de saúde não oferecem estritamente atendimento médico direcionado, proporcionam atividades que contemplam amplas necessidades humanas, tal como grupos de caminhada orientada, dança e Lian Cong (que presenciei nas unidades de saúde da Costa e Silva e Santa Odila), campanhas de vacinação, educação sexual, orientação de gestantes e palestras educativas em geral. Claro que há sérios problemas de funcionamento nos postos, mas também há grandes iniciativas, que geram um bem comunitário imenso.