terça-feira , 20 novembro 2018
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Instituto CPFL exibe documentário sobre líder espiritual de Campinas

Ocorre neste sábado (24), às 19 horas, no Instituto CPFL, em Campinas, o pré-lançamento nacional do curta-metragem “A Mulher da Casa do Arco-Íris”, dirigido por Gilberto Alexandre Sobrinho e codirigido por Grácia Navarro, ambos professores do Instituto de Artes da Unicamp. A exibição integra a programação do 14º Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas , que se encerra neste domingo (25).

Último documentário da chamada “trilogia negra”  de Sobrinho, “A Mulher da Casa do Arco-Íris” já pré-estreou no exterior. Foi em novembro do ano passado, quando o curta participou da mostra competitiva do Festival Internacional de Cinema de Leeds. Na ocasião, o filme foi exibido no centenário Hyde Park Picture House, sala de cinema de 1914 tida como a mais antiga da Inglaterra ainda em atividade.

Assim como “Diário de Exus”, de 2014, e “A Dança da Amizade. Histórias de Urucungos, Puítas e Quijengues”, de 2016, “A Mulher da Casa do Arco-Íris”, destaca aspectos do passado e do presente do negro na região de Campinas que vão além daqueles comumente relacionados à questão da escravidão.

O fio condutor deste terceiro documentário, produzido pelo Laboratório Cisco com recursos do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, é a biografia de Mãe Dango, líder espiritual e comunitária que comanda um terreiro do Candomblé Angola – chamado Casa do Arco-Íris – na cidade de Hortolândia. Mãe Dango é também uma das idealizadoras da lavagem anual da escadaria da Catedral Metropolitana de Campinas, cerimônia que organiza e coordena há mais de 30 anos em parceria com Mãe Corajacy.

O docente e documentarista Gilberto Sobrinho, autor da trilogia negra de Campinas

Sobrinho conta que não teve a intenção de explicar o que é o candomblé, embora ele mesmo acredite que ainda há, inclusive no Brasil, muito desconhecimento e preconceito em relação à religião. “Queria contar essa história [de Mãe Dango] de uma maneira muito poética”, diz. Segundo o diretor, a sessão de perguntas que se seguiu à exibição do documentário em Leeds mostrou que o público do festival compreendeu o propósito do filme. “O filme se autoexplicou e gerou um debate sobre várias questões.”

Em Campinas, o pré-lançamento de “A Mulher da Casa do Arco-Íris” também será sucedido por uma roda de conversa – desta vez, com a participação do diretor e da personagem central do documentário. Mais cedo, serão exibidos outros dois curtas do Laboratório Cisco em comemoração aos 15 anos da produtora, formada por alunos e ex-alunos da Unicamp: “Saudade, Vídeo-Cartas para Cuba”, de Coraci Ruiz e Julio Matos, lançado em 2005; e “Acontecências”, de Hidalgo Romero e Alice Vilella, lançado em 2009.

Além dos dois primeiros documentários da “trilogia negra”, Sobrinho dirigiu o curta-metragem “Um Pouco de Tudo, Talvez”, lançado em 2017 e também exibido, de forma não competitiva, no último Festival de Leeds.

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