quarta-feira , 16 outubro 2019
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Conselho de Segurança na ONU rejeita interferência na Venezuela

Do total de 35 países, 19 declararam que os problemas na Venezuela são uma questão interna e, portanto, não devem ser alvo da interferência externa

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reafirmou a soberania da Venezuela em deliberação neste sábado (26). A reunião extraordinária do mais alto tribunal do conselho foi convocada a pedido do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, que buscava um “consenso internacional para legitimar o golpe em curso no país e para reconhecer e impor um governo fantoche”, segundo a rede Telesur.

Do total de 35 países, 19 declararam que os problemas na Venezuela são uma questão interna e, portanto, não devem ser alvo da interferência externa. Rússia e China, membros permanentes que possuem direito a veto no Conselho de Segurança,  rejeitaram a proposta dos EUA de intervenção no país sul-americano. Além das duas potências, países da África, América do Sul e Caribe rechaçaram o endosso ao golpe estadunidense.

As nações apoiaram a proposta de estabelecer um diálogo entre os venezuelanos, sem a interferência externa. O embaixador russo no Conselho, Vasili Nebenzia, disse que “a verdadeira ameaça à paz são os Estados Unidos e seu desejo de participar do golpe”. O representante da Bolívia, Sacha Llorenti, foi ainda mais duro com os planos estadunidense e questionou: “que país está melhor após uma intervenção dos EUA?”

Quem também endossou a soberania da Venezuela foi o representante da China no conselho, que negou qualquer ingerência externa nos assuntos do país. “Apoiamos os esforços do governo para defender a soberania e estabilidade do país e nos opomos à interferência nos assuntos venezuelano. A situação na Venezuela é interna e não é uma ameaça à paz internacional”, disse Ma Zhaoxu, segundo a Telesur.

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