www.jornalocal.com.br / Economia e Negócios / Economista afirma que o país teria hoje, PIB R$ 1,8 trilhão maior, se não fosse o impeachment de Dilma

Economista afirma que o país teria hoje, PIB R$ 1,8 trilhão maior, se não fosse o impeachment de Dilma

Vários fatores, como as pautas-bombas, a derrota de Aécio Neves (PSDB) e beligerância de Eduardo Cunha (PMDB), dificultaram a vida de Dilma e ampliaram a sensação de caos até culminar no clima de impeachment, combinado pela Lava Jato.

Nesta quarta-feira, o jornal ‘Valor Econômico’ divulgou estimativa da MB Associados apontando que se a economia brasileira tivesse continuado a crescer no ritmo médio anterior a 2014, o país teria um PIB R$ 1,8 trilhão maior agora – ou 27% acima do nível atual.

O impeachment de Dilma Rousseff, afastada da Presidência da República, sem que tenha cometido crime de responsabilidade, impediu que o país mantivesse uma trajetória de desenvolvimento econômico e social.

A empresa de consultoria comparou a expansão real do PIB acumulada de 2014 a 2020 com a trajetória que teria sido observada se o país tivesse crescido, no período, na mesma velocidade média anual registrada entre 1997 e 2013, de 3,2%.

Segundo Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados,  mesmo setores competitivos, como o agronegócio – ou ainda a indústria extrativa mineral, foram afetados pela crise.

Como se não bastasse a queda da atividade econômica – que já havia subido mero 1% antes da pandemia do coronavírus – o Golpe de 2016 empobreceu o país, ao aprofundar a desigualdade social e de renda, com a manutenção da agenda econômica neoliberal imposta por Michel Temer, após o impeachment. O nível de desemprego no país subiu de 4,3% em 2014 para 12,7% em 2019, jogando mais de 40 milhões de brasileiro no mercado informal de trabalho. 

A MB Associados estima que a economia brasileira vá encolher 6,4% este ano, após o aumento de 1,1% em 2019. Em 2015 e 2016, no auge da instabilidade política produzida pelas pautas-bombas no Congresso Nacional, o PIB encolheu 3,5% e 3,3%.

O exercício mostra o que se perdeu em termos de crescimento nos últimos anos, mas também o desafio da recuperação à frente, especialmente em setores importantes como investimentos e construção civil. Curioso é que a previsão da empresa de consultoria ainda é otimista, tendo em vista que setores do mercado, mas também organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevêem queda de até 10% da atividade econômica brasileira até o final de dezembro.

“Desde 2013, o Brasil tem sofrido solavancos de diversas formas que levaram a uma queda importante e histórica do PIB e do PIB per capita no período”, afirma Sérgio Vale. “Com a probabilidade de maior queda do PIB da história, 2020 não ficará sozinho na contabilidade de desastres econômicos que têm afetado o país”. Na entrevista ao ‘Valor’, ele não comenta as razões políticas para as oscilações na economia.

A empresa de consultoria não considera, por exemplo, as pautas-bombas, a derrota de Aécio Neves (PSDB) e beligerância de Eduardo Cunha (PMDB), que dificultaram a vida de Dilma e ampliaram a sensação de caos até culminar no clima de golpe combinado pela Lava Jato.

Da Redação do PTcom reportagem do Valor Econômico.

Sobre Jornal Local

Veja também

Caixa suspende venda de subsidiária. Bancários e parlamentares repercutem recuo e alertam sobre riscos de privatizações

Interrupção de oferta de ações da Caixa Seguridade ocorre em contexto de forte rejeição social …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *