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Quais as vantagens de formar programas de parcerias com freelancers?

Muitos freelancers encaram a atividade como um negócio e uma oportunidade para obter total autonomia

Pode mudar o banco, pode mudar a praça, o que não muda é a necessidade das empresas de conciliar produtividade, lucratividade, qualidade e custos. Todas essas variáveis estarão presentes quando você estiver diante do dilema entre optar ou não por um programa de parcerias com freelancers.

O fato é que a atividade de freelancer está crescendo assustadoramente no mundo e cada vez mais é perceptível que o número de especialidades profissionais que podem explorar esse modelo de trabalho é muito grande. Há quem possa apostar que o freelancer é o trabalho do futuro

Um estudo realizado pela Kelly Services constatou que 31% dos trabalhadores globais preferem o trabalho independente, enquanto 73% das empresas veem a flexibilização como uma oportunidade de melhorar a relação custo-benefício do trabalho.

Não é de se estranhar a desproporção entre o entusiasmo das empresas e dos trabalhadores. Enquanto as primeiras percebem o avanço do trabalho “informal” como uma forma de obter a mesma produtividade com menor custo, eliminando encargos trabalhistas e pagamento de benefícios, é justamente a ausência de benefícios que ainda faz com que a maior parte dos trabalhadores prefira permanecer em seus empregos.

Além disso, o modelo de freelancer traz consigo uma série de incertezas. Como conseguir clientes? Quanto é possível ganhar no meu ramo? Como fica a aposentadoria e como vou pagar o plano de saúde? São perguntas e mais perguntas, que desafiam quem pensa em entrar nesse mercado e podem fazer com que profissionais adiem a decisão.

O que é um freelancer no cenário atual?

A visão mais tradicional do trabalho de freelancer tinha forte relação com o meio jornalístico. Repórteres e fotógrafos independentes realizavam trabalhos esporádicos, podendo atender a diversas empresas jornalísticas.

O freelancer não tinha vínculo empregatício. Embora não se enquadrasse na categoria dos trabalhadores autônomos, funcionava como um. As tarefas a ele atribuídas eram decorrentes da demanda excedente, que o quadro funcional das empresas jornalísticas não conseguia absorver.

Muitas vezes, esses profissionais criavam sua própria demanda, efetuavam reportagens e, posteriormente, vendiam-nas aos veículos de imprensa.

Se nós formos buscar em nossas rotinas, veremos que esse tipo de trabalho não era exclusividade dos jornalistas, fotógrafos e publicitários. Quantas vezes contratamos aquele pedreiro, pintor, eletricista ou encanador autônomo para fazer serviços em nossas residências?

Aqueles eram trabalhadores “informais”, que realizavam trabalhos pontuais e presenciais. Viviam “de bico”, como dizíamos por aqui.

As coisas mudaram muito nos dias atuais. O freelancer de hoje é digital e realiza trabalhos altamente especializados, da consultoria em negócios ao desenvolvimento de aplicativos, do jornalismo ao design.

Embora para muitos o trabalho de freelancer seja complementar, uma oportunidade de aumentar a renda, muitos profissionais encaram a atividade como um negócio e uma oportunidade para obter total autonomia.

Ser informal é quase que uma questão de opção, já que é plenamente possível entrar na formalidade abrindo um CNPJ de MEI (Microempreendedor Individual). Nesse caso, o profissional deve emitir Nota Fiscal e, em contrapartida, tem direito aos benefícios previdenciários. O valor da contribuição mensal não chega a R$ 100,00.

Sendo assim, já não se pode colocar a informalidade como uma das características desse tipo de trabalho.

Quem contrata serviços de freelancer?

Tradicionalmente, a mão de obra freelancer vem sendo absorvida pelas agências digitais, que oferecem a seus clientes serviços de marketing e comunicação digital. Essas agências contratam desenvolvedores, publicitários, produtores de conteúdo e designers.

Aos poucos, na medida em que novos profissionais vão chegando ao mercado, empresas de diversos setores começam a contratar diretamente esses serviços, normalmente por meio de plataformas de freelancer. Até mesmo pessoas físicas podem contratar esses profissionais, da mesma forma que contratam um pintor de paredes para sua residência.

Chegamos à era dos assistentes virtuais, que prestam serviços administrativos, financeiros e operacionais por demanda. Esses profissionais podem atender, simultaneamente, a diversas empresas. Na medida em que ganham reputação, a atividade tende a se tornar um negócio lucrativo, que pode, inclusive, evoluir para uma iniciativa empresarial.

Por que formar programas de parcerias com freelancers?

Como você pode observar, não estamos falando de profissionais desinteressados, mas de empreendedores buscando clientes, razão pela qual têm todo interesse em oferecer excelentes experiências, que gerem fidelidade, propaganda positiva e rentabilidade.

Caso você seja empresário e tenha desconfiança com relação ao comprometimento de um freelancer, parece que ela é relativamente infundada. Relativamente, óbvio, porque bons e maus profissionais disputam todos os espaços, é questão de saber distingui-los e fazer as melhores escolhas.

Busque sempre ver o portfólio dos candidatos a pegar seus projetos e procure saber o que dizem seus clientes anteriores. As plataformas de freelancer possuem recursos bem interessantes, capazes de oferecer uma visão crítica dos profissionais que estão no seu visor.

Na maioria dos casos, você contratará profissionais comprometidos com qualidade e prazo. É nesse momento que você pode formar uma parceria duradoura, gerando demandas mensais e até anuais desses serviços.

Há uma coisa sobre freelancers que você precisa saber. Da mesma forma que as empresas competem pelos melhores profissionais, elas também competem pelos melhores freelas. Claro, todo mundo quer o melhor. Por isso, esses profissionais custam cada vez mais caro, em razão do trabalho progressivamente mais valorizado.

Fazer parcerias de médio e longo prazo pode reduzir o custo do serviço, já que você está entregando volume ao profissional. É praticamente uma regrinha básica de mercado, que é a escala. Quanto mais serviço você solicita, maior o desconto.

O que nos leva à principal razão para você fazer programas de parceria com freelancers, que é a economia de custo.

Você sabe bem qual o custo para manter um funcionário pela CLT. Tem o salário, depósito do FGTS, INSS, depósito de férias e 13º Salário, seguro saúde, vale transporte, alimentação, etc. O custo de um freelancer é o preço do serviço. E só. Não é uma relação trabalhista, mas uma relação B2B.

Além disso, manter um funcionário na empresa implica ainda em custos com instalações, energia, mobília e equipamentos. Mais uma vez, somos capazes de compreender por que as empresas são tão mais receptivas a essa forma de trabalho. A economia de custos é descomunal.

Portanto, vale a pena pagar a um freelancer o que ele pede, uma vez que seus serviços sejam comprovadamente de alto nível, porque ainda assim você estará economizando uma boa grana, com ganho de qualidade e produtividade.

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