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APEOESP indica realização de greve contra retorno às aulas presenciais e em defesa da vida

A entidade irá realizar atos/carreatas regionais entre 25 e 28/1 e uma manifestação estadual no dia 29/1. Também realizará uma campanha de esclarecimento e mobilização nas redes sociais.

Em reunião realizada no sábado, dia 23 de janeiro, o Conselho Estadual de Representantes da APEOESP aprovou para 8 de fevereiro a indicação de greve da categoria em defesa da vida, se o governo estadual continuar insistindo no retorno às aulas presenciais. O indicativo será debatido em reuniões de representantes a serem realizadas pelas subsedes da entidade até dia 4/2 e em assembleia estadual regionalizada virtual no dia 5/2.

A entidade irá realizar atos/carreatas regionais entre 25 e 28/1 e uma manifestação estadual no dia 29/1. Também realizará uma campanha de esclarecimento e mobilização nas redes sociais.

Está no ar uma pesquisa sobre a volta às aulas presenciais e a indicação de greve em defesa da vida no portal da APEOESP. Acesse: https://bit.ly/3iFK6J6. Responda. Divulgue.

A pressão da entidade levou o governo a adiar o início das aulas presenciais para 8/2, de forma não obrigatória, mas o sindicato considera a medida insuficiente, pois as escolas não apresentam as condições necessárias para assegurar segurança sanitária e protocolos que assegurem a proteção à saúde e à vida das pessoas que por lá transitam.

O quadro é grave. São Paulo está num dos piores patamares no número de infectados, com muitos municípios retrocedendo à fase vermelha.

Portanto, só é possível pensar no retorno às aulas presenciais a partir da combinação de pelo menos três fatores:

  • Vacinação em massa dos profissionais da educação na primeira etapa, juntamente com os profissionais da saúde, dos idosos e indígenas. O Ministério da Saúde incluiu os trabalhadores em educação nos segmentos prioritários, mas ainda não divulgou cronograma. O governo de SP não se pronunciou.
  • Sim, defendemos vacina para todos. Ao mesmo tempo, aqueles segmentos mais vulneráveis e os profissionais essenciais, que estão na linha de frente devem ter prioridade.

No caso dos profissionais da saúde isso é uma constatação óbvia, que deve ser também no nosso caso, pois, ao retornarmos às escolas, lidaremos com aglomerações e trabalho continuado em ambientes fechados durante 200 dias.

  • O controle total da pandemia, com a redução da ocorrência de casos, internações e óbitos a tal nível que possamos considerar que existe um quadro de controle da doença.
  • A existência de condições estruturais e de pessoal nas escolas que assegurem os protocolos de segurança sanitária necessários à garantia da saúde e da vida da comunidade escolar.

Sem estas condições, lutaremos contra o retorno e insistiremos junto ao governo para que garanta ensino remoto a todos os professores e estudantes. Se não é o ideal, é a única forma de nos defendermos da pandemia neste momento, evitando um agravamento ainda maior.

Um boletim completo estará em breve disponível em www.apeoesp.org.br.

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