quarta-feira , 12 dezembro 2018

A Origem do Distrito de Sousas

Segundo os primeiros historiadores de Campinas, logo depois de sua fundação que se deu em 1776, alguns moradores de lá por curiosidade estavam ávidos para conhecer as terras que margeavam o Rio Atibaia. E, aqui chegando, ficaram surpresos pela riqueza de sua flora ainda virgem da Mata Atlântica e pela sua fauna que abrigava muitos animais, tais como onça pintada, onça parda, macacos, bugios, veados, quatis, tatus, capivaras, ouriços, pacas, lagartos, etc. Mas, por volta de 1830, o campineiro Bernardo Sampaio se juntou a Aleixo de Godoy, vindo de Amparo, e resolveram explorar a região do Atibaia. A primeira tarefa era construir uma ponte de madeira para a travessia do rio onde hoje se situa a atual praça São Sebastião. Ali em torno da ponte se iniciou o povoado que tomou o nome de Arraial do Sousas, em virtude de todas as terras entre os rios Atibaia e o Jaguari terem a tutela do Brigadeiro Luiz Antonio de Sousa que tinha sido agraciado pela coroa portuguesa com uma grande sesmaria.
Ali nessa praça foi erigida a Capela de São Sebastião pela família Monteiro que fez parte do início do povoado. Esse mesmo núcleo de habitantes e com outros que iam chegando foi se estendendo rumo Sul até a Rua Humaitá, para Norte até a Rua 13 de Maio e para Leste até onde se situa a Nitow Papel. No começo, a atividade agrícola era plantação de cana-de-açúcar e surgiram alguns engenhos para produzir açúcar e aguardente. Mas, veio a febre do café que tomou conta da região de Sousas e Joaquim Egídio desde Campinas até a divisa com Morungaba. Para se ter uma idéia, a população da zona urbana de Sousas no começo do século XX era de 2.000 pessoas, enquanto a rural era de 25.000 habitantes, e, em sua maioria, de imigrantes italianos. Era força do café que fez de Campinas até 1930 a maior produtora do país. Em 1894, foi fundada a Sociedade Italiana para beneficiar no campo da saúde e cultura os imigrantes italianos. E em 1894 também foi inaugurado o Cemitério de Sousas. E, em 1896, foi inaugurada a linha férrea que ia de Campinas a Cabras com dois ramais. O cartório civil foi criado em 1897 tendo como primeiro oficial a esposa do Cel. Alfredo do Nascimento, Dona Minie.
Essa ponte de madeira durou 111 anos e desabou numa madrugada em 1941 depois que foi erigida a atual ponte de concreto em 1940 e inaugurada pelo interventor do Estado Dr. Ademar de Barros. A partir daí, começou o progresso de Sousas com vários loteamentos para a entrada de Sousas. E, mais tarde com a construção da Rodovia Heitor Penteado que deu condições ainda maiores para o desenvolvimento do distrito. Na década de 1990, o governo estadual (Mario Covas) através da deputada Célia Leão duplicou a rodovia até o trevo da Dom Pedro I, o que ajudou muito o progresso que aí está.
Em tempo: o Sanatório Dr. Candido Ferreira foi inaugurado em 1918; o Clube de Regatas Campineiro foi também fundado em 1918; o Club Recreativo Sousense foi inaugurado pela família Giometti em 1936 e o Sousas F. C. em 1943. A cadeia de Sousas foi instalada em 1896.
Dionísio Odair Mingatto.

Sobre Sandra Venâncio

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Um Comentário

  1. e como e possivel depois de uma estoria tao louvavel como esta, sousas ser tao mal tratada como o que vemos agora…ate a delegacia foi desativada na calada da noite como se esse tao importante destrito nao pssase de uma favela que nao siguinificase nada para aqueles que se disem autoridade e defensores do interese da comunidade…e vergonhoso ta na hora deste destrito se tornar uma cidade e rumar para o alto da colina e ser vista com o respeito que merece

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