quarta-feira , 29 janeiro 2020
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Fernández toma posse como presidente da Argentina nesta terça-feira (10)

Fernández tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) e defende bandeiras associadas ao espectro ideológico de esquerda.

Alberto Fernández, 60 anos, assume nesta 3ª feira (10) o cargo de presidente da Argentina. O peronista foi eleito em 27 de outubro, no 1º turno, com mais de 48% dos votos, derrotando o então presidente Mauricio Macri.

A cerimônia será realizada às 10h no horário local de Buenos Aires.

Fernández tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) e defende bandeiras associadas ao espectro ideológico de esquerda. Crítico do liberalismo econômico de Macri, que levou a uma crise cambial na Argentina, Fernández afirmou que é preciso mais diálogo com a sociedade para definir metas.

“Espero que os nossos opositores nestas 4 anos estejam conscientes de onde nos deixaram e nos ajudem a reconstruir o país a partir das cinzas que deixaram”, afirmou Fernández ao ser eleito.

O novo presidente assume o país em 1 cenário de forte recessão, com alta nos juros, pobreza escalando, peso despencando e dívida bilionária. Entenda abaixo.

Nas redes sociais, Fernández já fez elogios ao ex-presidente Lula, solto em novembro. Ele publicou uma foto na qual aparece com várias pessoas de sua equipe de campanha fazendo o sinal com a mão da letra L, em referência ao lema “Lula Livre”.

“Também hoje é aniversário do meu amigo Lula, 1 homem extraordinário que está preso injustamente por 1 ano e meio. Parabéns pra você, querido Lula. Espero te ver em breve”, disse na ocasião.

Atacado por Bolsonaro, Fernández cobrou “respeito” do mandatário brasileiro, que apoiou a reeleição de Macri. Em resposta, o brasileiro disse que não compareceria à posse do argentino.

Nesta 2ª feira (9.dez.2019), Bolsonaro foi convencido a enviar 1 integrante do 1º escalão do governo para a cerimônia. O escolhido foi o vice, Hamilton Mourão, num gesto para “valorizar o relacionamento com a Argentina, em especial, nos aspectos comerciais“, segundo explicou o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros.

RELAÇÕES COM O BRASIL

A Argentina é 1 dos principais parceiros políticos e econômicos do Brasil. Trata-se do 3º maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente de China e dos Estados Unidos.

Somadas as capacidades do Brasil e Argentina, os países representam cerca de 2/3 do território, da população e do PIB da América do Sul.

Em 2018, as trocas comerciais entre as duas nações totalizaram US$ 26 bilhões, valor que representou diminuição de 3,89% em relação ao ano anterior em razão da redução das exportações brasileiras (US$ 15 bilhões, -15,1%) e aumento das importações de produtos argentinos (US$ 11 bilhões, +17,1%). Os dados são do Ministério das Relações Exteriores.

O presidente Jair Bolsonaro apoiou publicamente a tentativa de reeleição de Mauricio Macri. O brasileiro declarou ao jornal argentino Clarín que a Argentina teria “tudo para decolar” com a reeleição de Macri.

ERA KIRCHNER

A eleição de Fernández representa, também a volta da família Kirchner à Casa Rosada. Cristina Kirchner governou a Argentina de 2007 a 2015. O país teve 12 anos de kirchnerismo no poder. O período teve início em 2003, com o mandato do marido de Kirchner, Néstor Kirchner, que morreu em 2010. Prosseguiu com a eleição da então primeira-dama em 2007 e sua reeleição em 2011.

Na eleições de 2015, Mauricio Macri derrotou o candidato apoiado por Kirchner, Daniel Scioli.

fonte CUT

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