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Trump ameaça China com tarifas sobre mais US$ 300 bilhões em produtos

Embora Trump tenha dito nesta quinta-feira (6) que as conversas com a China prosseguem, não houve encontros bilaterais desde 10 de maio, dia em que ele aumentou em 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre “pelo menos” mais US$ 300 bilhões em produtos chineses, mas disse acreditar que tanto a China quanto o México querem fazer acordos nas disputas comerciais com os EUA.

As tensões entre as duas maiores economias do mundo aumentaram acentuadamente desde que as conversas que visavam a acabar com uma guerra comercial acirrada fracassaram no início de maio.

Embora Trump tenha dito nesta quinta-feira (6) que as conversas com a China prosseguem, não houve encontros bilaterais desde 10 de maio, dia em que ele aumentou em 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, levando Pequim a retaliar.

“Nossas conversas com a China, muitas coisas interessantes estão acontecendo. Veremos o que ocorre… eu poderia aumentar ao menos outros US$ 300 bilhões, e o farei na hora certa”, disse Trump a repórteres, sem especificar quais bens poderiam se afetados.

“Mas acho que a China quer fazer um acordo e acho que o México quer muito fazer um acordo”, disse Trump antes de subir a bordo do Força Aérea 1, no aeroporto irlandês de Shannon, para acompanhar as comemorações do Dia D na França.

Em Pequim, o Ministério do Comércio chinês adotou um tom desafiador.

“Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, lutaremos até o fim”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, em boletim à imprensa.

“A China não quer travar uma guerra comercial, mas tampouco tem medo de uma. Se os Estados Unidos decidirem escalar as tensões propositalmente, adotaremos as contramedidas necessárias e salvaguardaremos resolutamente os interesses da China e de seu povo”.

O Ministério do Comércio também divulgou relatório sobre como os EUA se beneficiaram de anos de cooperação econômica e comercial com a China, afirmando que as alegações norte-americanas de que Pequim se aproveitou do comércio bilateral são infundadas.

“Desde que o novo governo dos EUA tomou posse, vem desconsiderando a natureza mutuamente benéfica e vantajosa da cooperação econômica e comercial China-EUA e advogando a teoria de que os Estados Unidos foram ‘derrotados’ pela China no comércio”, disse a pasta em relatório.

Depois de dizer que não houve progresso “suficiente” nas formas de conter a imigração quando os dois lados se encontraram na quarta-feira, Trump disse hoje aos repórteres que o México avançou nas conversas, mas que precisa fazer mais.

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