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Polícia cumpre mandados de prisão contra tráfico de drogas no Rio

De acordo com as investigações, que duraram cerca de sete meses, a organização criminosa adquiriu cerca de 29 imóveis, sendo pelo menos sete propriedades imobiliárias formais com a utilização de laranjas

A Secretaria de Estado de Polícia Civil, desencadeou hoje (8) a Operação Pró-Labore, para cumprimento de sete mandados de prisão e 29 de busca e apreensão relacionados ao tráfico de drogas na Cidade de Deus, zona oeste do Rio. A ação com agentes da 32ª DP (Taquara), tem como destaque o sequestro de R$ 5 milhões de bens imóveis do patrimônio dos investigados, em inquérito cujo objetivo foi apurar lavagem de dinheiro da organização criminosa que atua naquela região.

O delegado Maurício Mendonça coordena a ação com apoio de equipes dos Departamentos Geral de Polícia da Capital, Polícia Especializada, Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

No inquérito presidido pelo delegado Gustavo Rodrigues foi comprovado que os indiciados realizavam o branqueamento de capitais oriundos do tráfico de drogas da Cidade de Deus, que segundo a Secretaria de Polícia Civil é dominada por uma facção criminosa. A sofisticada cadeia de lavagem de dinheiro do grupo passa pela aquisição de imóveis com a intermediação de laranjas, imobiliárias, operadores e advogados.

De acordo com as investigações, que duraram cerca de sete meses, a organização criminosa adquiriu cerca de 29 imóveis, sendo pelo menos sete propriedades imobiliárias formais com a utilização de laranjas. Estão incluídas também diversas propriedades de fato não formalizadas, no total de R$ 5 milhões. As investigações apontaram ainda que o grupo gastou de mais de R$ 500 mil em espécie.

Além do cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão e medidas cautelares de sequestro dos bens imóveis adquiridos com dinheiro do tráfico de drogas, essa primeira fase da operação, realiza imediata perícia e avaliação para alienação e reversão de ativos à Polícia Civil. A intenção é retirar os lucros de traficantes e devolvendo-os para o combate à criminalidade.

Conforme a secretaria, o foco principal do inquérito foi perseguir e identificar o fluxo financeiro destas organizações e dos autores com domínio em comunidades carentes, que, territorialmente, são dominadas por narcotraficantes.

“A presente investigação possui importância vital e estratégica no combate ao fluxo financeiro e poderio econômico de organizações criminosas que dominam territorialmente complexos de favelas no Rio de Janeiro, com atuação beligerante contra o poder público e a sociedade civil”, informou a Secretaria de Polícia Civil em nota.

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