quinta-feira , 19 abril 2018
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Lula avalia se vai ao julgamento em Porto Alegre

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade de permanecer em São Paulo enquanto é julgado em Porto Alegre, no próximo dia 24. Embora exista um comunicado do PT dizendo que Lula deve acompanhar o processo à distância, ainda não se definiu se, de fato, ele não vai comparecer à audiência. Lula responde pelo recebimento de um tríplex no Guarujá (SP), avaliado em mais de R$ 2,7 milhões, e já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sério Moro, em Curitiba.

O documento enviado aos petistas afirma que, provavelmente “Lula ficará em SP, onde haverá ocupação da Paulista desde cedo, e será recebido pela militância no fim da tarde”. Basicamente, dizem aliados, é uma questão de escolha. “Lula deve preferir ficar na capital paulista porque tem grande apoio popular. No Sul, a imagem do partido e do próprio presidente ainda precisam ser mais bem trabalhadas. Não se sabe como ele vai ser recebido caso resolva aparecer”. A grande preocupação seria com o “desperdício de gente” em Porto Alegre, onde haveria a possibilidade de se fazer um “comício público” de larga escala.

A ausência do ex-presidente no julgamento que pode definir seu futuro político não traz nenhum prejuízo ao processo. A assessoria de imprensa do PT afirmou que “ainda não tem informação” sobre a presença dele em Porto Alegre. Ainda assim, haverá esquema de segurança especial na cidade. A audiência com os desembargadores João Pedro Gebran Neto, relator do processo, Victor Luiz dos Santos Laus e Leandro Paulsen, está marcada para as 8h30. O horário normal de trabalho da 8ª Turma do TRF-4 é às 13h30.

Antecipação 
Ao marcar a data do julgamento do ex-presidente Lula, o Tribunal Regional Federal deixou pendentes sete ações da Lava-Jato. Outras duas que subiram à segunda instância depois do caso contra o ex-presidente – inclusive a que envolve o ex-ministro Antonio Palocci – também aguardam decisão. Dos nove processos, seis já estão nas mãos do desembargador Leandro Paulsen, responsável por pautar as datas dos julgamentos. O magistrado não precisa seguir uma ordem cronológica para agendar as sessões e diz que “os processos andam de acordo com a complexidade e ineditismo de cada um”.

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