quarta-feira , 24 abril 2019
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Mais uma grave denúncia envolve o PSL, partido do presidente Bolsonaro

Candidatura de fachada à Câmara Federal, a de Lourdes dos Anjos (PSL-PE), recebeu R$ 400 mil do fundo partidário

A nova denúncia da Folha de São Paulo constrangeu o governo e causou um desconforto na bancada do partido na Câmara. O jornal informa que o presidente do PSL, Luciano Bivar é suspeito de uso de laranjas pelo PSL nas eleições para deputado. Uma candidatura de fachada à Câmara Federal, a de Lourdes dos Anjos (PSL-PE), recebeu R$ 400 mil do fundo partidário e teve apenas 274 votos.

Segundo a Folha, Gustavo Bebianno – que presidia o PSL na campanha e é o atual secretário-geral da Presidência – tentou falar com Bolsonaro pelo telefone neste domingo. Não foi atendido.

Aliados do governo também estão preocupados com a ação de Eduardo e Flávio Bolsonaro no Congresso. O primeiro é deputado federal eleito por São Paulo. O segundo é senador pelo Rio de Janeiro. Mas qualquer ação deles não ressoa apenas entre congressistas.

Reportagem do jornal O Globo deste domingo mostra restrições feitas por parlamentares da base governista e ministros a iniciativas dos filhos do presidente. Conforme a matéria, eles foram advertidos a serem cuidadosos, porque tudo o que fazem será indefectivelmente associado ao governo Bolsonaro.

Tamanho burburinho na base, com uma manifestação de fogo amigo atrás da outra, pode ter sido o pretexto para Bolsonaro apelar. Neste domingo, nas redes sociais, ele chamou de “ato terrorista” o atentado contra sua vida praticado em 6 de setembro de 2018, durante a campanha eleitoral.

Num vídeo gravado no hospital e postado em suas redes, ele cobrou à Polícia Federal que “nas próximas semanas” conclua as investigações e aponte “o responsável” – ou os responsáveis – por ordenar o crime a Adélio Bispo. Antes mesmo da conclusão do inquérito, portanto, o presidente afirma que houve um mandante, depois de, novamente, associar o autor da facada ao PSOL, partido ao qual foi filiado. 

Bolsonaro disse que o crime “não pode ficar impune”, embora Adélio já esteja preso desde a facada. Talvez o presidente precise de mais manobras retóricas para mudar a pauta de um noticiário cada vez mais negativo sobre seu governo e sua família.

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