quarta-feira , 12 agosto 2020
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Pelas redes sociais, políticos avaliam manifestações e confrontos em capitais

Manifestantes, membros de torcidas de clubes de futebol de São Paulo, foram à Avenida Paulista em defesa da democracia Foto: Agência Senado

O último domingo de maio (31) foi marcado por manifestações em vários pontos do Brasil, notadamente em São Paulo e Rio de Janeiro. Integrantes de torcidas de futebol e outros cidadãos — antifascistas e críticos do governo Jair Bolsonaro — foram às ruas para defender a democracia, onde houve embates com partidários do governo e policiais militares, com registro de episódios de violência.

Os senadores comentaram os acontecimentos nas redes sociais. Para diversos parlamentares, as manifestações foram a favor da democracia e contra a ameaça de fascismo, pois consideram existir um viés autoritário no governo.

“Nós temos de um lado manifestantes enrolados em bandeiras neonazistas da Ucrânia, do outro lado aqueles que pedem DEMOCRACIA. Se omitir é aceitar calado. Escolha seu lado. O governo genocida está desmoronando”, disse via Twitter o senador Humberto Costa (PT-PE).

O senador Jean Paul Prates (PT-RN) criticou a marcha realizada na noite de sábado (30) pelo grupo de apoiadores de Bolsonaro denominado 300 do Brasil, liderados por Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, que foi alvo de busca e apreensão, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

No mesmo domingo, tomamos conhecimento de que ministros do STF já comparam o Brasil à Alemanha da 1ª metade dos anos 30, e Bolsonaro usa o helicóptero da Presidência para acenar a meia dúzia de apoiadores, seguindo-se um passeio seu a cavalo. Precisamos pensar no futuro desse país”, tuitou.

Fascismo

Segundo o dicionário Michaelis, fascismo é um sistema ou regime político e filosófico, antiliberal, imperialista e antidemocrático, centrado em um governo de caráter autoritário, representado por um partido único e pela figura de um ditador, fundado na ideologia de exaltação dos valores da raça e da nação, como o estabelecido na Itália em 1922 por Benito Mussolini (1883-1945), cujo símbolo era o fascio, isto é, um feixe de varas usado por agentes da justiça na Roma antiga.

Veja o que disseram outros senadores nas redes sociais
Rogério Carvalho (PT-SE) A escalada autoritária e anti-democrática do Bolsonaro teve uma resposta hoje na Avenida Paulista. As torcidas do Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos assumiram uma UNIDADE em nome do POVO BRASILEIRO. O que nos choca é a reação da PM/SP contra o Brasil! #democracia
Paulo Rocha (PT-PA) Defensores da democracia e da vida humana jamais serão calados por opressores. Nosso absoluto repúdio aos defensores do fascismo que tumultuam atos democráticos.
Paulo Paim (PT-RS) As mudanças ocorrem somente c/o rufar dos tambores. Temos q unir forças, ñ podemos ficar calados frente a imposições totalitárias e antidemocráticas. Só há um caminho: a defesa da vida, da liberdade, da democracia, da justiça e dos direitos humanos. Nosso apoio aos movimentos.
Soraya Thronicke (PSL-MS) Quem não pensa, é pensado pelos outros. (Sócrates) Que a luz da sabedoria de Deus brilhe intensamente sobre os brasileiros, e elimine todas as ilusões.
Weverton (PDT-MA) Um recado claro foi dado nas ruas hoje: os brasileiros não aceitam o avanço do fascismo e ataques à democracia. O povo brasileiro quer um governo que trabalhe pelo Brasil mais do que trabalhe pela sua reeleição. Ou o presidente entende isso ou perderá de vez a legitimidade.
Alvaro Dias (Podemos-PR) A democracia nas ruas do Brasil.

Fonte: Agência Senado

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