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Presidente da CUT visita Lula nesta quinta-feira (30)

É a terceira vez que Vagner Freitas visita o ex-presidente. Ele irá acompanhado Stanley Arthur Gacek, diretor de Relações Internacionais da UFCW

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, visitará Lula nesta quinta-feira (30), na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente é mantido preso político, segundo juristas do mundo inteiro, há 415 dias. Será a terceira visita de Vagner a Lula. 

Dessa vez, o presidente da CUT irá acompanhado de Stanley Arthur Gacek, diretor de Relações Internacionais da UFCW (Federação Norte-Americana dos Comerciários e dos Trabalhadores da Indústria Alimentícia), entidade que representa 1,3 milhão de trabalhadores dos EUA e Canadá. Gacek, que é amigo de Lula desde 1981, também integra a AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais), maior central sindical dos Estados Unidos com 12,5 milhões de trabalhadores filiados.

A primeira visita de Vagner Freitas ao ex-presidente foi em 14 de junho de 2018, quando levou o documento com as principais reivindicações das centrais sindicais para as eleições Presidenciais em outubro daquele ano denominado de “agenda prioritária da classe trabalhadora”. Na saída, Vagner disse aos jornalistas que chegou preparado para ‘consolar’ Lula, mas o que viu foi um candidato tão animado pra ser presidente do Brasil. Lula foi impedido pela Justiça de disputar as eleições.

A segunda visita foi em 9 de agosto. À ocasião, Vagner foi acompanhado da secretária-geral da CSI (Confederação Sindical Internacional), Sharan Burrow. A entidade representa mais de 180 milhões de trabalhadores de 161 países dos cinco continentes.

Após a visita a Lula, que começa às 14h, Vagner Freitas participará, em Curitiba, das manifestações contra os cortes de investimentos na Educação e a reforma da Previdência marcadas para esta quinta-feira (30), em todo o País.

A condenção injusta de Lula

Lula foi condenado no caso do tríplex do Guarujá pelo ex-juiz, Sérgio Moro, que virou ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), há 9 anos e meio de prisão, depois de um julgamento acelerado e cheio de falhas, com convicções, mas sem nenhuma prova. Apesar da falta de provas de corrupção, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmaram a sentença de Moro e ainda aumentaral a pena para 12 anos e um mês de prisão. Lula está em uma cela na PF de Curitiba desde abril de 2018.

Este ano, no dia 23 de abril, os ministros da Quinta Turma do Superior Ttribunal de Justiça (STJ) decidiram por unanimidade diminuir a pena estabelecida para o ex-presidente pelo TRF4 para 8 anos, 10 meses e 20 dias, mas  mantiveram a sentença de Moro. 

Ao ser informado sobre o resultado do julgamento, Lula disse: “Não esperava nada do tribunal porque sabia que eles fariam um julgamento político, como vem ocorrendo até aqui”.

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