quarta-feira , 15 julho 2020
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PT vai reforçar acusações contra Bolsonaro por operação da PF

O PT tem quatro processos em curso na Justiça Eleitoral contra a eleição presidencial de 2018 e quer usar as denúncias de Paulo Marinho de que a família se beneficiou com adiamento da ação policial que investiga Fabrício Queiroz

Partido dos Trabalhadores vai apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elementos informativos para incluir as denúncias feitas pelo empresário Paulo Marinho contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ). Ele revelou que a Polícia Federal adiou por uma semana o início da operação Furna da Onça, o que beneficiou o parlamentar e o presidente da República Jair Bolsonaro.

O adiamento proposital da operação da PF acabou deixando imaculada a candidatura de Bolsonaro, que estava à frente nas pesquisas do 2º turno. A medida é um fator de desequilíbrio nas eleições, e configuraria fraude e abuso de poder.

Bolsonaro já havia sido beneficiado pelo vazamento de depoimento de Antonio Pallocci, autorizado pelo então juiz Sérgio Moro, convidado a integrar o governo Bolsonaro entre o primeiro e o segundo turno, conforme revelou o vice-presidente, General Hamilton Mourão.

Marinho afirmou à ‘Folha’, que Flávio o procurou após o segundo turno das eleições presidenciais em 2018, e afirmou que teve conhecimento prévio sobre a operação Furna da Onça. Na entrevista ao jornal, ele afirmou que o senador confessou que a PF segurou a deflagração da operação para depois das eleições, para não prejudicar a candidatura do pai à Presidência.

Segundo Marinho, pai e filho foram beneficiados de maneira irregular pelo vazamento da operação pela própria PF, uma semana antes do turno final das eleições. A operação tinha como um dos alvos Fabrício Queiroz, assessor de Flávio, suspeito de integrar esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio.

Os elementos informativos reforçam as ações do PT em curso no TSE que apuram suspeitas de fraude nas eleições. O PT já tem processos contra Bolsonaro, pedindo a cassação do registro e diploma da chapa eleita em 2018, composta por ele e o vice, General Hamilton Mourão, além da declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos.

Uma das ações pede ao TSE para investigar o suposto uso irregular do WhatsApp para difundir informações falsas e ataques contra o então candidato Fernando Haddad durante a campanha eleitoral. A ‘Folha de S.Paulo’ denunciou, na época, que um funcionário de uma empresa vendia disparos de mensagens em massa contra o petista e em favor de Bolsonaro.

Outra ação também pede investigação do uso do WhatsApp nas eleições com fundamento em denúncia da ‘Folha’, de 18 de outubro, em que se noticiou que empresários impulsionaram disparos por WhatsApp contra o PT, de maneira ilegal. O WhatsApp informou, na época, que bloqueou uma série de contas das empresas citadas na reportagem.

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