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Veja as propostas dos candidatos a prefeito para os Distritos Sousas e Joaquim Egídio

Debater os problemas dos Distritos e apontar soluções para os mesmos foi o foco da matéria com os candidatos a prefeito de Campinas.

O Jornal Local convidou através das assessorias de imprensa, os 14 candidatos para participar da entrevista, mas apenas dois não se manifestaram. Foram encaminhados seis perguntas sobre os principais temas dos Distritos, como mobilidade urbana e meio ambiente. A ideia é ajudar o eleitor a conhecer a vida pregressa dos candidatos, seus princípios e valores, para votar consciente.

Mas como fazer essa escolha? Como decidir entre tantos candidatos? Sabemos que não é um processo tão simples. Por isso elaboramos essa matéria, que deve ser levado em conta na hora em que você escolher o seu voto. Afinal, são eles os principais responsáveis pelo futuro da nossa cidade nos próximos anos e conhecer os candidatos é determinante para fazer sua escolha. Acompanhe a entrevista.

Quais são seus projetos para a região de Sousas e Joaquim Egídio?

Alessandra Ribeiro (PCdoB). O meu programa de governo está elaborado para enfrentar os principais problemas que afetam as pessoas que moram, trabalham e vivem em Campinas e em suas relações com a Região Metropolitana de Campinas. Tal como para todos os Distritos, tenho a proposta de estabelecer a autonomia Administrativa e Financeira das Subprefeituras no Orçamento Anual, garantindo as condições necessárias para enfrentar os problemas mais importantes e menos complexos para a população da região, através de um Plano de Melhorias Urbanas (rurais). Também fortalecer entidades em defesa da APA. Melhorar o transporte coletivo. Incentivar turismo lazer. Implantar projetos para a preservação do Patrimônio, Histórico e Cultural. Criar um Conselho de Desenvolvimento Regional distrital.

Formada pela PUC-Campinas, Alessandra é gestora cultural da Casa de Cultura Fazenda Roseira, mestre da comunidade Jongo Dito Ribeiro, mãe de santo umbandista, coordenadora da Pós Graduação em Matriz Africana (lato sensu) da Facibra/Univida e consultora de estudos sobre gestão cultural de espaços públicos compartilhados e patrimônio cultural imaterial.

André von Zuben (Cidadania). Vamos implementar melhorias no atendimento à saúde na região. Assumimos o compromisso de construir uma nova ponte na entrada de Sousas para resolver o antigo problema de congestionamento. Vamos cobrar também do Governo do Estado que construa como prometido, a nova ponte de acesso entre a Rodovia Dom Pedro I e a Estrada Municipal Dona Isabel Fragoso Ferrão, no Distrito de Joaquim Egídio. Além de administrar em defesa da APA, vamos apoiar os comércios locais e os produtores rurais de Sousas e Joaquim Egídio.

André von Zuben, de 58 anos, é candidato a prefeito de Campinas pelo Cidadania. Nascido em São José do Rio Pardo, mora em Campinas há 42 anos. Bancário de profissão, já foi diretor administrativo do Plano de Saúde do Banespa. Está em seu segundo mandato como vereador de Campinas. Já foi secretário municipal de Habitação, presidente da Cohab Campinas e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo.

Artur Orsi (PSD). Sousas e Joaquim Egídio têm uma vocação natural para o turismo, seja gastronômico ou rural e até de aventura. Vamos potencializar essa tendência, desonerando e incentivando a instalação de empreendimentos que gerem renda e emprego, sem impactos ambientais.  

É a s Filho do ex-prefeito Edivaldo Orsi e Maria José Casseb Orsi, Artur Casseb Orsi (PSD) nasceu em Campinas e tem 50 anos.Formado em Direito pela PUC-Campinas, é servidor público da Câmara Municipal. Casado com a médica Fernanda e pai de dois filhos, Artur e Rafaela, é pré-candidato a prefeito de Campinas pelo Partido Social Democrático (PSD), que ele preside em Campinas de 1º de janeiro de 2020.Orsi concorreu à Prefeitura em 2016 e obteve 76.250 votos (15,4% do total válido), ficando em segundo lugar na disputa. Orsi foi vereador por três mandatos consecutivos.

Dário Saadi (Republicanos). Tenho grande carinho pelos distritos e os seus moradores. Sousas e Joaquim Egídio têm histórias e características próprias, por isso precisam de atenção diferenciada. Na saúde, Sousas terá um novo Centro de Saúde e a contratação de 200 médicos para a rede e a construção dos Hospitais da Mulher e o Pediátrico “Mario Gattinho” também irão impactar positivamente a população da região. Para o desenvolvimento econômico, vamos colocar força no Turismo, do rural ao gastronômico. Segurança e outras áreas também estão previstas. Convido aos leitores acessarem minhas redes sociais para conhecerem as propostas.

Dario Saadi tem 57 anos, pai de dois filhos, natural de Paulista de Pedregulho. É médico urologista e mora em Campinas há 38 anos. Campineiro de coração e de fato desde 1982, quando ingressou no curso de Medicina da PUC- Campinas e nunca mais deixou a cidade Foi presidente do Hospital Mário Gatti, eleito vereador por quatro mandatos e ocupou o posto de presidente da Câmara. Nos últimos cinco anos esteve à frente da Secretaria de Esportes, cargo que ocupou até junho.
 

Delegada Teresinha (PTB). Promover a Criação do Conselho Distrital de Sousas e Joaquim Egídio aos moldes do Conselho Distrital de Barão Geraldo. Ampliar Recursos da Lei que Institui o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) do Município de Campinas. O PSA consiste em um instrumento de incentivo para recuperação de ecossistemas, sob a supervisão de um Conselho Diretor, coordenado pela SVDS e com a participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente – COMDEMA, o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Campinas – CONGEAPA e Conselho de Desenvolvimento Rural – CMDR. Estruturar Plano de Infra estruturação de calçamento ecológico e drenagem das vias públicas da região e manter a Presidência do CONGEAPA oriunda da Eleição garantindo processo democrático e participativo.

Teresinha de Carvalho, candidata a Prefeita pelo PTB Campinas, tem  64 anos, é casada, mãe de  3 filhos e avó de  4 netos. Graduou-se em Direito pela Unimep, de Piracicaba, em 1985. Trabalha na área da segurança pública há mais de 30 anos, carreira iniciada como  Escrivã de Polícia  na cidade de  Socorro-SP.  Foi titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Campinas, e exerceu a função de  vereadora em Campinas por dois mandatos (2001  a 2008). É também professora da Academia da Polícia Civil, em SP.

Edson Dorta (PCO). Diferentemente dos demais partidos, o PCO não participa das eleições para semear falsas promessas ou projetos mirabolantes que nunca saem do papel, o PCO participa das eleições em primeiro lugar para denunciar o processo profundamente antidemocrático das eleições e seu caráter fraudulento e convocar o povo a se mobilizar e utilizar de suas próprias organizações para conseguir suas reivindicações e a melhoria de suas vidas, principalmente em um momento de golpe de Estado no país, com o governo golpista de Bolsonaro, que destrói economia nacional. Pelo Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

Dorta já foi candidato à Prefeitura de Campinas em 2016, é funcionário dos Correios desde 1994 e membro da direção do PCO. Foi secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) em 2003 e 2012. Democrático (PSD), que ele preside em Campinas de 1º de janeiro de 2020.

Dr. Hélio (PDT). O povo dos distritos de Sousas e Joaquim Egídio está inseguro! Vamos estender o centro de monitoramento eletrônico (CIMCAMP) que implantei de forma pioneira em Campinas. A precariedade da atenção básica é visível, por isso vamos melhorar sua cobertura e a qualidade no atendimento.  Buscar parcerias com a comunidade visando a revitalização destes distritos, para que voltem a ser grandes polos de artesanatos, gastronomia, turismo e cultura.


Hélio de Oliveira Santos tem 70 anos, é médico pediatra e doutor pela Unicamp. Foi eleito duas vezes deputado federal (1999-2004), e eleito prefeito de Campinas por dois mandatos seguidos (2005-2008) – teve o mandato cassado, em agosto de 2011, durante processo por responsabilidade administrativa em contratos públicos.

Laura Leal (PSTU). Queremos fortalecer o turismo, atividades culturais e gastronômicas aproveitando a importância histórica e cultural da região. Mas todo o dinheiro movimentado nessa área não pode servir apenas para enriquecer os donos de bares, restaurantes e comerciantes. É preciso melhorias no transporte público, educação e saúde. A partir da cobrança de impostos fortemente progressivos aos grandes fazendeiros da região, teremos mais investimentos nas áreas sociais, um plano de turismo que empregue os desempregados e um programa especial de preservação ambiental e do patrimônio histórico. 

Tem 44 anos, formada em Agronomia, nasceu Mato Grosso. Entrou no PSTU em 1994. Começou no movimento estudantil e na Associação Municipal de Estudantes Secundaristas. Fez parte do DCE da Universidade em Maringá. Em 2001 veio para Campinas, foi professora da rede Estadual de Educação. Prestou concurso para Operadora na Petrobras e contratada, onde trabalha até hoje. Atua na CIPA da Replan. Participa CSP-Conlutas, Movimento de Mulheres em Luta. Foi candidata a vereadora e a deputada estadual.

Pedro Tourinho (PT). Os bairros e distritos da APA são patrimônios da cidade, precisam ser pensados de maneira sustentável. A agenda ambiental deve se articular com as agendas social e econômica, pois as desigualdades são grandes. A meta é preservar a APA e fortalecer sua gestão, como o Congeapa. Impedir a construção da barragem porque é inútil para a segurança hídrica da cidade. Atende apenas a especulação imobiliária e devasta a Mata Atlântica. Recuperar nascentes, matas ciliares; estimular políticas de pagamentos por serviços ambientais; concluir obras de saneamento paradas há anos. Nos preocupa quem empreende e sofre com a pandemia, altos impostos, tarifas de água abusivas, trânsito caótico. Os produtos da região serão incluídos nas compras públicas e trataremos do tema da segurança.

Pedro Tourinho, 38 anos, é casado, pai de três filhos. Se formou médico sanitarista pela Universidade Federal de Minas Gerais, e especializou-se em saúde coletiva pela Unicamp. Atualmente é professor de medicina da Puccamp. Vereador pelo PT em seu segundo mandato, é presidente da Comissão de Política Social e Saúde da Câmara Municipal. Médico da Atenção Básica pelo SUS e atende na rede municipal de saúde. Atuou como dirigente na Associação Nacional dos Pós-Graduandos, na Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo e foi conselheiro do Conselho Nacional de Saúde.

Rafa Zimbaldi (PL).Em primeiro lugar é preciso resgatar a importância desses dois pontos para a cidade de Campinas. São verdadeiros patrimônios. Com muita história, cultura, preservação ambiental e identidade, Sousas e Joaquim Egídio são lugares que precisam de mais atenção do Poder Público. A movimentação de turistas e visitantes é importante, mas os distritos também precisam de políticas que atendam o dia a dia de seus moradores. Um exemplo é a comunidade da Cohab, em Sousas. Muitas famílias ali esperam há anos por regularização de suas moradias e infraestrutura. Enfim, merecem respeito. Nossa proposta é olhar para quem espera por melhores condições de vida e também para quem trabalha e oferece serviços. Os comerciantes, principalmente com a chegada da pandemia, têm sofrido demais. Um dos nossos projetos nesse sentido é promover a desburocratização, oferecer agilidade de atendimento aos empreendedores e um canal direto com a Administração. A criação de uma Rota Gastronômica entre os dois distritos, justamente Valorizar eventos como a Festa de Santana e o Carnaval de rua – assim que a pandemia nos permitir – também são formas de valorizar a identidade de quem mora aqui.

Rafa Zimbaldi tem 39 anos e é formado em Mecatrônica. Crescendo em meio à vida pública, em 2005, foi eleito vereador de Campinas com apenas 23 anos. Teve quatro mandatos no Legislativo Municipal, sendo presidente da Câmara por duas vezes. Nesse período, fez revisão de contratos, cortou gastos e cargos comissionados. Em 2018, foi eleito deputado estadual, sendo o mais bem votado em Campinas. Agora, assume o desafio como candidato a prefeito pelo PL, integrante da coligação “Mais por Campinas, Melhor pra você”.

Rogério Menezes (PV). Desenvolvimento que seja próspero e sustentável  no agroturismo e ecoturismo, gastronomia, esportes, cultura e lazer, preservação e recuperação ambiental; Melhorar acessos, garantir segurança com câmeras e serviços públicos de melhor qualidade

Ambientalista formado em Oceanografia pela Universidade Federal de Rio Grande do Sul (RS), Menezes possui mestrado pela mesma instituição e atuou como docente em escolas e faculdades. Foi secretário Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas até junho deste ano 2020.

Rogério Parada (PRTB). Revisar o Plano Diretor Estratégico da Prefeitura alterando e incorporando ações que sejam importantes para a região. Melhorar a infraestrutura administrativa dos Distritos, dando mais autonomia e melhores condições para o atendimento das necessidades da população. Melhorar as condições da Educação, buscando a universalização no atendimento aos alunos (Educação Infantil e Fundamental). Analisar a situação da Saúde melhorando o atendimento aos usuários e atender às necessidades da região com relação à Segurança Pública, ao Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e à Mobilidade Urbana.

Rogério Parada tem 54 anos. Nasceu em Boston nos Estados Unidos quando seu pai estava a serviço do governo brasileiro e por isso obteve a cidadania brasileira. Sua família é campineira. Rogério é casado com Patrícia nascida em Campinas e tem dois filhos Arthur e Laura também nascidos em Campinas. É tenente da reserva da aeronáutica. Morou em São José dos Campos nas décadas de 1970 e 1980.

Como será o critério de nomeação dos subprefeitos dos distritos? A população poderá participar desse processo?

Alessandra Ribeiro (PCdoB). Atualmente a Lei Orgânica do Município de Campinas estabelece que a escolha e nomeação dos Subprefeitos dos distritos é atribuição exclusiva do Prefeito. Entretanto, no decorrer do meu mandato, poderemos debater as formas mais democráticas e adequadas de participação da população não só com relação à escolha e nomeação dos Subprefeitos como com relação aos enfrentamentos de todas as questões relacionadas com a realidade dos Distritos de Sousas e Joaquim Egídio. Uma das diretrizes do meu Plano de Governo é exatamente a questão da participação da sociedade, em particular, dos setores que dependem das ações do Poder Executivo e da definição e implantação das políticas públicas e sociais.

André von Zuben (Cidadania). Os subprefeitos serão escolhidos por critérios de competência e pelo conhecimento das realidades da região. Em nosso governo, os subprefeitos terão que elaborar um plano de metas a ser desenvolvido em sua gestão e vão ter que prestar contas frequentemente de suas atividades administrativas.

Artur Orsi (PSD). O critério de nomeação seguirá o que está estabelecido na legislação atual. Evidentemente, lideranças e representantes da comunidade serão consultados, para que a escolha dos subprefeitos esteja alinhada com as expectativas da comunidade.

Dário Saadi (Republicanos). A construção política é feita diariamente junto a sociedade. Como médico, aprendi a ouvir as pessoas e essa continuará sendo minha postura na Prefeitura. Foi assim quando fui presidente do Hospital Mario Gatti, nos meus mandatos como vereador e também na Secretaria de Esportes. Sousas e Joaquim Egídio têm lideranças importantes e ligadas à vida da comunidade. Vamos dialogar com os nomes que contribuam com o nosso projeto de melhorias efetivas para os Distritos, mantendo o que deu certo e mudando o que for preciso.

Delegada Teresinha (PTB). A Prefeitura indica lista triplíce com nomes de técnicos com notório saber em Gestão e uma Consulta Popular que será considerada para nomeação.

Edson Dorta (PCO). Sabemos que o PCO não irá ganhar a eleição à prefeitura, já que ela é toda controlada pelos representantes do poder econômico da cidade, ajudados pelos golpistas que excluíram 10 partidos no Brasil, um deles o PCO, de possuírem o direito de propaganda eleitoral no rádio e na TV. No entanto, em um futuro governo do PCO os subprefeitos dos distritos de Campinas deveriam ser todos votados pelos próprios moradores dos distritos, com mandatos revogáveis, aliás, todos os postos de poder deveriam ser ocupados através do voto popular e soberano daqueles que dependem desses órgãos e instituições.

Dr. Hélio (PDT). Um dos critérios será residir há mais de cinco anos na região, conhecimento técnico e aceitação popular.

Laura Leal (PSTU). Acreditamos que a prefeitura de Campinas não deve simplesmente indicar um subprefeito independente da vontade popular. Os moradores devem ser consultados e soberanos na decisão de como gerir os distritos, pois são quem conhece a realidade e as necessidades de Sousas e Joaquim Egídio. Em substituição a subprefeitura, defendemos construir Conselhos Populares em cada distrito, formados por representantes eleitos no próprio distrito, por ruas e áreas de atuação, que elaborem, debatam e decidam como gerir os recursos destinados a Sousas e Joaquim Egídio. 

Pedro Tourinho (PT). Hoje a escolha dos subprefeitos e dos administradores regionais é competência exclusiva do Prefeito. Sou favorável que a população escolha pelo voto direto um projeto para o Distrito e não apenas um nome de Subprefeito. Há vários instrumentos de participação no nosso Programa, como os conselhos locais, o conselho da cidade, o orçamento participativo. Penso que esta é uma discussão importante a ser definida logo no primeiro ano do mandato para definir uma regra que passe a valer para todos os Distritos. E o que for decidido tem que ser transformado em lei para que esta questão não fique ao sabor do prefeito de plantão.

Rafa Zimbaldi (PL).Naturalmente, vamos escutar a população em relação a esse assunto. Pretendemos escolher alguém, assim como todos os secretários, de confiança, conduta ilibada e vasto conhecimento técnico. A pessoa, claro, precisa estar comprometida com o nosso Plano de Governo. E, logicamente, vamos buscar alguém que seja da região e conheça a realidade e necessidades de Sousas e Joaquim Egídio. Também queremos implantar a Subprefeitura Digital para facilitar a vidas das pessoas em suas solicitações. Para que elas sejam feitas de forma fácil, rápida e sem a necessidade de deslocamento. Isso vai fortalecer a organização, agilizar o serviço e trazer a Administração para mais perto das pessoas.

Rogério Menezes (PV).A melhor pessoa disponível, com perfil e reconhecimento por trabalhos já realizados nos Distritos. A sociedade irá participar através de consultas prévias às principais entidades representativas e instituições, sem indicação político-partidária; compromisso da realização de audiência pública para sabatina do indicado com a participação do prefeito eleito para apresentação do plano de trabalho.

Rogério Parada (PRTB). O critério será sempre técnico. Ele não será político, como tem ocorrido até hoje. Certamente a população poderá participar do processo, indicando pessoas que tenham um passado limpo e que desejem trabalhar com ética, transparência e eficiência para o desenvolvimento da região.

Qual o plano de governo para preservação da APA de Sousas e Joaquim Egídio?

Alessandra Ribeiro (PCdoB). A principal questão é manter e/ou ampliar as restrições existentes na legislação vigente com relação ao uso e ocupação do solo nos distritos para inibir a urbanização baseada na especulação imobiliária. Também é muito importante fortalecer o CONGEAPA e todas as entidades e associações dedicadas aos estudos e às ações destinadas às novas medidas de preservação, e buscar a ampliação da participação e controle social nas questões ambientais.

André von Zuben (Cidadania). Vamos seguir o Plano de Manejo de Campinas para promover o desenvolvimento sustentável da APA de Sousas e Joaquim Egídio, o que também vai representar melhoria para a qualidade de vida da população. Nós vamos proteger os recursos naturais e compatibilizar as regras da APA com o ordenamento territorial da região.

Artur Orsi (PSD). A preservação da APA de Sousas e Joaquim Egídio é garantida por lei. Cabe à Prefeitura fiscalizar efetivamente o cumprimento das normas de proteção já estabelecidas e punir com rigor eventuais infrações.

Dário Saadi (Republicanos). A APA de Sousas e Joaquim Egídio precisa ser cada vez mais sustentável nos aspectos ambientais, econômicos e sociais. Meu compromisso é atuar baseado na Lei 10. 850/01 e no Plano de Manejo da APA para ampliarmos a proteção e fortalecer a área, que é patrimônio ambiental de Campinas. Desde sempre coloquei o meio ambiente em minha pauta, um exemplo é a minha lei que instituiu o Índice de Desempenho Ambiental – IDA que oferece diversos indicadores de avaliação do meio-ambiente em Campinas para ajudar o município a propor políticas públicas de sustentabilidade.

Delegada Teresinha (PTB). Efetiva aplicação do Plano de Manejo da APA Campinas sem alteração da Lei 10.850 que rege esta Unidade de Conservação de Uso Sustentável e a criação do Fundo de Meio Ambiente da APA Campinas.

Edson Dorta (PCO). A preservação da APA de Sousas e Joaquim Egídio só pode ser preservada lutando contra os capitalistas da especulação imobiliária da cidade, que não medem esforços para construir condomínios e grandes empreendimentos nessa região, atrás dos altos lucros desses negócios em detrimento da preservação da aérea ambiental e sua fauna e flora. Essa luta só pode ser vitoriosa pela mobilização da população de Campinas, principalmente a comunidade de Sousas e Joaquim Egídio, pois esses especuladores financiam as campanhas de prefeitos e vereadores e vão cobrar a fatura depois de 15 de novembro.

Dr. Hélio (PDT). Desenvolver um programa de reposição da mata ciliar em todos os mananciais, particularmente os contribuintes do rio Atibaia localizados na APA Sousas/Joaquim Egídio. Controlar e proteger os mananciais de águas subterrâneas. Desenvolver campanha de permeabilização do solo nas áreas centrais, para recompor a carga do lençol freático que atualmente compromete a produção dos poços artesianos. Vou interromper de imediato a barragem de Sousas, pela falta de um plano de segurança para a população diante dos riscos de acidentes e realizar um estudo do impacto ambiental no remanescente de Mata Atlântica nativa. Para isso, a SANASA terá um papel decisivo.

Laura Leal (PSTU). Junto a população de Sousas e Joaquim Egídio, elaboraremos um programa de preservação ambiental que garanta as atuais áreas de preservação e estude novas áreas que devem ser incluídas como APA. Somos completamente contrários ao projeto de barragens, pois desmata áreas de mata nativa e inunda áreas preservadas. No capitalismo o lucro de poucos é colocado acima das necessidades humanas e da natureza, por isso defendemos mudar as bases desse sistema de exploração, pois somente com uma sociedade socialista pode impedir que a ganancia capitalista acabe com o meio ambiente.

Pedro Tourinho (PT). A APA de Sousas e Joaquim Egídio foi criada ainda pelo Toninho, em junho de 2001. A APA tem sido, a partir do fim do governo do PT, em 2004, motivo de ataques e de ausência de políticas para seu desenvolvimento sustentável. É um grande patrimônio ambiental, cultural, urbanístico, das gerações atuais e futuras de Campinas. Portanto, o primeiro passo é respeitar o plano de manejo da APA. O governo atual está patrocinando alterações na lei da APA e no Plano Diretor da cidade que não protegem essa região. Temos que nos mobilizar para impedir que os ataques se consolidem. Se for preciso atualizar a lei da APA será no sentido de revigorá-la, ouvindo os representantes locais. Medidas sustentáveis devem ser estimuladas.  No nosso Programa de governo há uma série propostas neste sentido e convidamos a todos para conhecer.

Rafa Zimbaldi (PL). A questão ambiental é muito importante nessa região da cidade. É preciso pensar no desenvolvimento sempre aliado ao respeito ao meio ambiente e ao bem-estar das pessoas. A preservação é prioridade. O Rio Atibaia, que é um grande patrimônio, e a mata ciliar às suas margens precisam ser protegidos e preservados. A lei que trata da APA será totalmente considerada, porém, vemos que ainda cabem mais discussões em relação ao assunto, reforçando que a nossa preocupação em manter as características originais dos distritos é grande.

Rogério Menezes (PV).Fortalecer a gestão da APA com recursos humanos e financeiros para garantir a completa implementação dos programas previstos no Plano de Manejo, nos termos aprovados no Conselho Gestor da APA- Congeapa.

Rogério Parada (PRTB). Consideramos a preservação da APA de Sousas e Joaquim Egídio item de grande importância do nosso governo. Qualquer proposta de ocupação terá que ser profundamente analisada e deverá, antes de mais nada, preservar a flora, a fauna e o microclima da região. Em todos os casos a população será ouvida. As propostas existentes serão reanalisadas levando em conta os critérios apresentados acima.

Sobre a construção de uma nova ponte no Distrito de Sousas, como o senhor vê essa questão?  No seu entendimento, qual seria o melhor local para essa ponte?

Alessandra Ribeiro (PCdoB). A proposta que está sendo desenvolvida pelo atual governo, o local indicado é a ponte ser construída sobre o Rio Atibaia, estabelecendo uma ligação entre a Rua 13 de Maio e a Rua 15 de Novembro. E seria construída como contrapartida da empresa vencedora da licitação para a construção da Represa. Portanto, é uma obra que não tem nenhuma necessidade de ser decidida agora, em final de mandato. Eleita, assim como sou contra a construção da Represa, embora reconheça a necessidade da construção de uma nova ponte para o Distrito, poderemos estabelecer novos estudos técnicos e debater de forma ampla, qual a melhor localização para essa transposição do Rio Atibaia para melhorar o tráfego de entrada e saída de Sousas.

André von Zuben (Cidadania). A construção de uma nova ponte é uma reivindicação antiga dos moradores dos distritos e que não pode esperar mais. Há anos a população sofre com o grande congestionamento na entrada e saída de Sousas, especialmente nos horários pico e final de semana. Nós assumimos o compromisso de que iremos construir a nova ponte num local adequado, definido após estudos técnicos.

Artur Orsi (PSD) Os distritos de Sousas e de Joaquim Egídio necessitam de um planejamento que englobe toda a questão viária e de fluxo de veículos. A construção de uma nova ponte deve se inserir nesse plano global que garantirá pelos próximos anos, não apenas a melhor circulação de moradores, mas também o de visitantes que procuram cada vez mais desfrutar da tranquilidade e das atrações existentes em ambos os distritos. 

Dário Saadi (Republicanos). O projeto da segunda ponte sobre o rio Atibaia foi encaminhado após a consolidação de uma demanda por soluções para o fluxo de veículos nos distritos, especialmente nos horários de pico. Acredito que será uma solução bem-vinda pela população de Sousas e Joaquim Egídio. Melhorar a mobilidade não significa aumento de fluxo e perturbação, mas, ao contrário, vai evitar os congestionamentos que acontecem hoje e pode contribuir para organizar um trânsito mais seguro e tranquilo. Haverá tempo e disposição para fazer reavaliações sobre o projeto e continuar ouvindo a população.

Delegada Teresinha (PTB). Vamos fazer a nova Ponte, quanto a alternativa locacional um Comitê formado pelas Secretarias de Meio Ambiente, Obras e Planejamento do Município e a CETESB e DAEE, estarão desenvolvendo estudos técnicos e Ambientais que apontarão melhor opção ambiental e logística. Projeto de viabilidade e mobilidade de tráfego para corrigir os congestionamentos e nova Ponte de Sousas e Joaquim Egídio e a regularização em Lei de Condomínios Fechados.

Edson Dorta (PCO). A construção de pontes em Sousas é uma reivindicação antiga dos moradores, que já não aguentam mais o trânsito infernal naquela região nos horários de pico, no entanto, a comunidade da região, moradores e técnicos ambientalistas deveriam se reunir e encontrar o melhor local para a construção de pontes, uma vez que a prefeitura deveria ser subordinada a toda comunidade de Sousas e não apenas a uma parcela da população, moradores de condomínios, especuladores imobiliários, deveria criar um amplo debate com a comunidade sobre a questão da ponte os efeitos na APA e dos gastos dessas obras.

Dr. Hélio (PDT). A questão da mobilidade urbana e segurança nos distritos estão muito além de uma simples ponte, mas, sim, de um estudo técnico de intervenção mais amplo que respeite a APA Sousas/Joaquim Egídio, que é a última reserva de Mata Atlântica em Campinas. 

Laura Leal (PSTU). A nova ponte pode ser uma alternativa para desafogar o trânsito intenso principalmente no acesso a Sousas. Mas apenas essa medida não resolve o problema. É necessário investir em transporte público coletivo com qualidade para garantir maior mobilidade à população e mais linhas ligando as demais cidades vizinhas à Sousas.

Pedro Tourinho (PT). O atual Prefeito quer vincular a futura ponte como contrapartida à construção da barragem. Não tem consulta à população, discussão de alternativas, vem com propostas prontas. No meu governo não terá barragem e a localização da ponte será avaliada a partir de várias alternativas, pensadas dentro de um Projeto de Mobilidade mais amplo, a ser debatido com especialistas do setor, pelas duas subprefeituras, conselhos e entidades civis representativas dos dois distritos, inclusive com preocupação ambiental.

Rafa Zimbaldi (PL). O nosso Plano de Governo contempla uma reformulação na antiga ponte sobre o Rio Atibaia. O objetivo é promover uma readequação do sistema viário local, que irá melhorar o tráfego muitas vezes intenso. Isso beneficiará a região de Sousas, Joaquim Egídio e Cabras, ajudando no desenvolvimento de toda a região. Para nós, o adequado seria fazer a estrutura ligando a Rua Quinze de Novembro com a Rua Treze de Maio.

Rogério Menezes (PV). Sou a favor, mediante estudos técnicos e o projeto executivo irão definir o melhor local. Em tempos de restrições orçamentárias severas nos compromentemos a elaborá-los e buscar financiamento externo junto ao Governo do Estado

Rogério Parada (PRTB). Não dispomos de detalhes dos estudos técnicos sobre qual seria o melhor local, portanto não podermos opinar. Se eleito, iremos analisar o assunto. A proposta da Prefeitura prevê a construção da ponte como contrapartida da empresa que ganhar a concorrência para a construção da represa. Como a licitação do projeto executivo foi agora aprovada, certamente vários anos vão passar até que uma empresa ganhe a licitação para a referida construção. Como não podemos esperar todo esse tempo, iremos realizar a construção da ponte com recursos próprios ou com recursos públicos a serem solicitados. 

Como o senhor vê a questão da construção da represa de Sousas? Quais os caminhos alternativos para evitar a crise hídrica na cidade?

Alessandra Ribeiro (PCdoB). O risco de Campinas enfrentar uma crise hídrica é relativamente baixo. A não ser que ocorra um grave problema no Sistema Cantareira ou uma prolongada seca. A construção em Sousas é uma questão que merece um debate mais amplo. A justificativa apresentada para sua construção é a necessidade de se ter uma garantia para a oferta de água bruta para captação, tratamento e distribuição. Sua construção exigirá um investimento, estimado em R$380 milhões! Além de alagar uma grande área da APA Sousas, com efeitos negativos do ponto de vista ambiental, sobre o patrimônio, em particular as fazendas históricas e a população que deverá ser deslocada. Por outro lado, vai estimular a especulação imobiliária em toda a região! Portanto, sou contra a construção da represa na APA, ainda mais por ser uma decisão em fim de governo municipal. Como alternativa poderiam ser estudadas as possibilidades de construir uma adutora a partir do Sistema Cantareira até um novo ponto de captação, conduzindo uma água mais limpa e com custos menores para seu tratamento. Outra alternativa ainda, seria a conversão da Represa de Salto Grande localizada entre Paulínia e Americana em um reservatório de usos múltiplos e como garantia de oferta de água bruta para a região. Os custos para essa conversão, provavelmente serão muito menores que a construção da represa em Sousas.

André von Zuben (Cidadania). Campinas precisa ter segurança hídrica para que a população não seja prejudicada, como ocorreu na grave crise hídrica que aconteceu no Estado em 2014 e atingiu a nossa cidade. Nós vamos fazer estudos técnicos que irão definir a melhor solução para resolver este problema.

Artur Orsi (PSD). A construção da represa será realizada com a garantia do cumprimento de todas as licenças ambientais e com a participação da população, através de audiência pública. A represa vai evitar novas crises de abastecimento, estabilizar o problema da falta de água da população. O projeto tem ainda uma imensa vocação turística, de lazer, gastronomia, turismo ecológico e esporte náutico que serão ainda mais potencializados. 

Dário Saadi (Republicanos). O próximo Prefeito de Campinas tem a obrigação de olhar para a segurança hídrica com muita responsabilidade, porque as mudanças climáticas, a questão Amazônica e outros fatores podem acarretar novamente dificuldades no abastecimento em todo o país. Precisaremos garantir água de qualidade para os campineiros neste cenário e para isso é necessário ter iniciativa. Uma das possibilidades é o reservatório em Sousas, que tem o projeto técnico e de viabilização em estudos. Meu compromisso é fazer o debate com a sociedade como, por exemplo, sobre a localidade dessa possível obra.

Delegada Teresinha (PTB). Vamos acatar entendimento dos Conselhos da APA e COMDEMA Campinas, mas certamente debatendo alternativas viáveis sustentáveis através de um Plano de Segurança Segurança Hídrica definido por corpo técnico e Audiências Públicas com participação Conselho Distrital.  

Edson Dorta (PCO). O projeto da represa de Sousas está sendo realizado pelo golpista Jonas Donizete sem a mínima consulta aos interessados, a população campineira, principalmente de Sousas e Joaquim Egídio. É uma obra milionária, apoiada freneticamente pela especulação imobiliária, inimiga da APA, ou seja, uma obra que não respeita a preservação ambiental. Os problemas hídricos de qualquer cidade ou região devem ser resolvidos levando em conta a necessidade de todos os moradores e através deles, reunidos em conselhos populares e de preservação, retirar ações que serão executadas pela administração pública.

Dr. Hélio (PDT). As barragens trazem um grande risco para a população local, com impacto na APA, além de impacto para outras cidades que terão o fluxo de água reduzido. Essa obra ainda não prevê a construção imediata de adutoras para captação visando o abastecimento da cidade. Existem alternativas, temos que aumentar a geração de água por meio de programas de recuperação das nascentes. 

Laura Leal (PSTU). Sou completamente contrária a represa de Sousas. Jonas Donizete deveria responder por crime ambiental ao decretar, em plena pandemia, a desapropriação e destruição de áreas de mata atlântica remanescentes. É possível desenvolver projetos alternativos sem agredir o meio ambiente, iremos criar uma Comissão com especialistas, com as associações da sociedade civil, como a APAVIVA, para estudar essas possibilidades. 

Pedro Tourinho (PT). A barragem, por razões técnicas, não traz segurança hídrica. Campinas e toda a Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) dependem das regras do Sistema Cantareira. Na estiagem recente, não fossem as vazões do Cantareira, o rio Atibaia teria enfrentado grandes problemas, onde Campinas capta quase toda água. Daí a primeira alternativa é melhorar as regras de operação do Cantareira. É um problema mais político do que técnico, as lideranças da Região têm se subordinado aos interesses da Sabesp e do governo de SP. A represa de Americana precisa ser recuperada e ser uma fonte de água saudável para a região e não apenas para geração de energia.

Rafa Zimbaldi (PL). Ela consta no Plano Diretor e isso será respeitado, mas acreditamos que há necessidade de mais estudos e avaliações antes de iniciar a obra, orçada em R$ 500 milhões. O trabalho, que necessita de um financiamento, será considerado no seu tempo devido. Vale ressaltar que a população da cidade não está em crescimento nos últimos anos, mas estabilizada. Considerando isso, acreditamos que o atual sistema contempla o abastecimento e temos condições de atender a população com qualidade mesmo em época de maior seca.

Rogério Menezes (PV). A represa de Pedreira, obra do Estado, deve ser concluida e as compensações fiscalizadas. A represa da Sanasa requer avaliações inclusive locacionais, pois projeto executivo e Estudos de Impactos Ambientais sequer foram ainda realizados. Os caminhos para evitar crise hídrica: recuperar em articulação com cidades a montante as nascentes e matas ciliares, investir em conservação do solo e da água, seguir investindo em água de reúso. Somente as obras de engenharia não irão resolver.

Rogério Parada (PRTB). Como não conhecemos detalhadamente o projeto da represa, não temos condições de comentar sobre ele. A estimativa da Prefeitura é que a represa comece a operar em quatro anos. O objetivo, portanto, parece-nos aceitável. A licitação para o projeto executivo já foi autorizada, mas os recursos para a construção (R$ 380 milhões) ainda não foram obtidos. Como meios alternativos existe o aumento da capacidade de reservação da SANASA através de caixas d’água de distribuição na rede e nas residências além do estímulo à redução do consumo e diminuição de perdas

Cite um dos problemas enfrentados pelos moradores dos Distritos e como pretende solucionar.

Alessandra Ribeiro (PCdoB). Em minha opinião um dos principais problemas enfrentados pelos moradores, em especial, pelos 20 mil habitantes de Sousas é a questão da mobilidade urbana, ou seja, a saída do distrito para exercer suas atividades de trabalho e/ou a busca de serviços não existentes e a volta ao distrito no final do dia. É o péssimo transporte público coletivo com poucas linhas e horários para atender a demanda. Com poucos ônibus que circulam lotados, com poucos horários e consequentemente demora nos pontos, mal conservados e com tarifas muito caras para a renda da maioria dos trabalhadores. Por outro lado, para os que têm veículos próprios, enfrentam um intenso trânsito tanto na saída como na volta, causando congestionamentos e atrasos nas viagens entre Sousas e Campinas. Aos finais de semana, por ser um distrito turístico a problema piora.

André von Zuben (Cidadania). A falta de moradias populares é um problema em Sousas. Vamos elaborar projetos que viabilizem a construção de moradias de interesse social na região.

Artur Orsi (PSD). Grande parte dos problemas enfrentados pelos moradores de Sousas e Joaquim Egídio são comuns a todos os campineiros, como saúde, segurança, transporte caro e ruim, tarifa de água excessiva, falta de vaga em creche, etc. Nosso objetivo é modernizar a administração municipal com ações como, por exemplo, a criação um aplicativo na saúde, que vai permitir, entre outras coisas, que consultas e exames na rede pública sejam marcadas através do celular, de maneira simples e prática. Outras medidas que iremos tomar logo nos primeiros dias de governo serão a redução do valor do IPTU e do valor mínimo da tarifa de água cobrada pela Sanasa.

Dário Saadi (Republicanos). Além dos pontos já falados aqui, quero trazer soluções para a habitação em Sousas e Joaquim Egídio. Iremos enfrentar alguns desafios de longa data, como as áreas de risco e regularizações, mas também investir em novas unidades por meio dos programas da secretaria de habitação. Outra frente é aplicar uma gestão eficiente nos processos das contrapartidas sociais pelos empreendedores imobiliários, que devem entregar residências populares totalmente finalizadas, com as chaves na mão dos beneficiados.

Delegada Teresinha (PTB). Atender a Associação Moradia e Cidadania com Ecovilas para Moradia Popular em Áreas de ZEIS na Religião, com isso dominuir o déficit habitacional das Famílias tradicionais da APA.

Edson Dorta (PCO). Os moradores oriundos da população pobre e trabalhadora de Sousas e Joaquim Egídio enfrentam o alto custo para se viver nessa região. Na medida em que a especulação imobiliária invadiu essa região, construindo condomínios de luxo, o trabalhador pobre está sendo praticamente expulso do local que viveu por décadas, É preciso mobilizar a população para combater a especulação imobiliária, exigindo aos bairros operários e populares os serviços públicos necessários, educação pública, saúde pública, transporte público e demais assistência para que essa população continue vivendo nessa região.

Dr. Hélio (PDT). Os distritos de Sousas e Joaquim Egídio vêm sofrendo com o abandono faz anos, vemos o comércio fechando e alguns lugares ficando abandonados. Com isso vem a criminalidade, a desvalorização e, na época de chuvas, a população sofre com as enchentes. Quero dialogar com o setor produtivo da região para elaborar um roteiro turístico, cultural e gastronômico, tornando um polo de atratividade nacional com parques lineares e revalorização imobiliária. Por isso, precisamos revitalizar os distritos e, especialmente, realizar um estudo ambiental para o rio Atibaia, para que tenhamos respeito e preservação ao rio promovendo segurança, respeito e proteção aos ribeirinhos.

Laura Leal (PSTU). Nos últimos meses a maior preocupação dos moradores foi com as excessivas aglomerações, principalmente nos finais de semana, o que expõe a população ao contágio pelo Coronavírus. A proteção à vida deve ser prioridade neste momento. A prefeitura deveria dar condições sociais e econômicas, como acesso a saúde e renda para a população fazer uma quarentena real. É necessário garantir empréstimos a juros zero aos pequenos negócios, bares e restaurantes, para que não demitam nenhum trabalhador e ajuda financeira para o pagamento dos salários.

Pedro Tourinho (PT). Além dos problemas que eu já mencionei, vou falar agora de transporte público: temos que rever os horários das linhas, colocar mais linhas internas entre Sousas e Joaquim Egídio e com o centro de Campinas, avaliar um terminal que sirva aos moradores e também aos turistas da região, ciclovias e bicicletários integrados, ou seja, pensar um transporte de qualidade, mais barato e integrado às características desta belíssima região.

Rogério Menezes (PV). Dificuldade de acesso aos  distritos, propomos: refazer ponte da D. Pedro, estrada Parque Dom Pedro-Joaquim Egídio, pavimentada e com ciclovia; elaborar projeto executivo de nova entrada para Sousas com nova ponte no rio Atibaia.

Rafa Zimbaldi (PL). Assim como no restante da cidade, a Saúde é uma grande preocupação em Sousas e Joaquim Egídio. Antes mesmo da chegada da pandemia, os dois distritos já careciam de uma maior estrutura nessa área. A população não merece fazer grandes deslocamentos para ser atendida em situações mais urgentes. Vamos estudar e trabalhar na criação de uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) para a população local e também aparelhar com melhores condições o Centro de Saúde de Sousas, por exemplo. Essa é uma demanda importante e que precisa ser concretizada.

Rogério Parada (PRTB). Um dos principais problemas atualmente enfrentados pelos Distritos é a falta de segurança e mobilidade no bairro. Pretendo solucionar providenciando transporte público noturno (corujão) e o aumento do policiamento noturno, para que todos aqueles que trabalham em bares e restaurantes voltem com segurança para casa. 

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