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Flávio Bolsonaro é capa de revistas, nessa semana

A reportagem de capa de Época desta semana mostra a trajetória de Flávio, de 37 anos, tido como o menos radical entre os irmãos e, até então, como o mais promissor dos filhos de Jair Bolsonaro na política. Senador eleito pelo Rio de Janeiro com quase 4,5 milhões de votos, tinha planos ambiciosos.

A revista também mostra como surgiu o Escritório do Crime e as suspeitas do envolvimento dessa quadrilha de matadores com os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Época diz ainda que novas revelações sobre Fabrício Queiroz emparedam o governo.

Na revista IstoÉ, a reportagem de capa aponta que “movimentações financeiras atípicas, com características de lavagem de dinheiro, suspeitas de apropriação dos salários de assessores, ligações de seu gabinete com milicianos do Rio e enriquecimento desproporcional são alguns dos questionamentos que envolvem o senador eleito Flávio Bolsonaro, o primogênito do presidente”

Já a revista Veja fala das “lambanças” do “filho pródigo” do presidente e afirma que teve acesso a trechos inéditos do relatório do Coaf sobre ações do ex-assessor Fabrício Queiroz que levanta suspeita sobre conta do próprio senador eleito.

Num destes trechos, diz a revista, “o conselho informa que Flavio Bolsonaro movimentou, entre 1º de agosto de 2017 e 31 de janeiro de 2018, a quantia de 632 229 reais, valor considerado incompatível com sua renda. Foram 337 508 reais em créditos e 294 721 em débitos. O Coaf resumiu assim a situação: “Suspeição: nossa comunicação foi motivada em razão de o cliente movimentar recursos superiores a sua capacidade financeira”. Trocando em miúdos: entendeu-se que as rendas de Bolsonaro não eram suficientes para explicar aquele volume de dinheiro em sua conta bancária.”

CartaCapital, a única das revistas semanais com viés mais progressista, destaca os “laços sombrios” de Flávio com milicianos do Rio de Janeiro. A reportagem de capa destaca que, como deputado estadual no Rio, Flávio empregou a mãe e a esposa de um dos chefes da milícia das favelas de Rio das Pedras e Muzema, propôs condecorações e fez discursos a favor de milícias.

“Há mais razões para desconfiar de vínculos do primogênito do presidente Jair Bolsonaro com a milícia que acaba de ser denunciada pelo Ministério Público (MP)? Há: a eleição do atual governador do Rio, Wilson Witzel, do PSC, em outubro passado. Na reta final da campanha no primeiro turno, Flávio e Witzel aliaram-se. Participaram unidos de compromissos eleitorais. Em 22 de setembro, por exemplo, estiveram em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Era um ato de Flávio. “Agradeço também a presença aqui do candidato Wilson Witzel, que estamos acompanhando em algumas agendas”, disse o então concorrente ao Senado”, diz a reportagem.

Capa das revistas

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