segunda-feira , 16 dezembro 2019
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Sousas enfrenta péssimas condições no transporte público

Segundo os moradores, os bancos e pisos estão quebrados e tetos com goteira, além do não cumprimento dos horários.

Além das reclamações concernentes à situação da Estação de Transferência, do tratamento dispensado pelos motoristas aos passageiros e das condições dos veículos, utilizar ônibus circular em Sousas, exige um pré-requisito importante: paciência.

Pelo menos, esse é o consenso entre usuários do Distrito de Sousas e Joaquim Egídio, entrevistados pelo Jornal Local quando questionados sobre o tempo de espera por ônibus. Muitos relataram que chegam a aguardar entre 20 minutos e até mais de uma hora.

Nas últimas semanas, relatos de atrasos, super lotação e falta de manutenção chegaram até o Jornal Local. Segundo os moradores, os bancos e pisos estão quebrados e tetos com goteira, além do não cumprimento dos horários.

Uma moradora do Imperial Parque denunciou ao Jornal Local, que na terça feira (12), o ônibus da linha 394 estava circulando com o pneu estourado.  

Os ônibus que fazem as áreas rurais dos distritos também não estão passando

As linhas 396 do Nova Sousas, San Conrado 220 San Conrado,222 Joaquim Egídio, e do Imperial Parque; ou localidades da área rural, são rapidamente apontadas pelos usuários como exemplos adequados da demora.

Diariamente a estudante Isabel da Cruz, 25, utiliza a linha Circular xx  para dirigir-se de onde mora, na Zona Sul da cidade, à faculdade. “Quando volto da aula à noite, se não pego o ônibus de 22h10, só lá paras 23h é que vem passar outro. Mas essa regra não se aplica apenas ao horário de pico. Se o motorista estiver atrasado, ele para do lado oposto do terminal, deixa os passageiros e passa direto pelo ponto”, reclama.

A funcionária pública Maria Nazaré de Jesus, 46, acredita ser mal vista por funcionários das empresas por reclamar diariamente do tempo de espera por um ônibus. “Eu acho que até já me reconhecem quando eu vou criticar, mas realmente é uma falta de respeito. Eu fico tão indignada, a ponto de enfartar!”, diz. Ela mora no Santa Maria e usa os ônibus saindo deste bairro para o conjunto Santa Lúcia, onde faz parte de um grupo de estudos para concursos públicos.

“Espero aqui na Estação de Transferência mais de 40 minutos pelo ônibus da linha Santa Lúcia. Outro dia, voltando de lá, cansei de aguardar e fui a pé até a avenida Tancredo Neves pra pegar outra marinete”, conta. Já com relação ao bairro onde reside, ela revela que a espera é ainda maior, chegando a mais de uma hora. A situação, segundo ela, piora depois das 21h. “A partir desse horário, só uma linha fica disponível e às vezes temos que esperar pelo último ônibus, que só passa à meia-noite”, diz.

Situação piora aos fins-de-semana

Também moradoras do Santa Maria, a operadora de caixa Lucivânia Ferreira e a sogra, Maria Aparecida, 54,  classificam a situação de esperar por um ônibus como uma “tremenda dor de cabeça”. Lucivânia acrescenta, ainda, que aos fins de semana ou feriados, quando precisa trabalhar, espera uma hora e meia por um ônibus. “Eu tenho que chegar ao supermercado às 6h30, aí vou pro ponto às 4h30 porque se não for assim, chego atrasada”, reclama.

Já Maria Aparecida diz que às vezes prefere pagar R$ 2 para se deslocar em táxi-lotação. “Eu mesmo prefiro pagar mais caro do que esperar, mas quando tenho vale-transporte sou obrigada a pegar o ônibus”, diz.

Quando questionados, motoristas e cobradores dão poucas justificativas. “Eles põem a culpa na quantidade de ônibus ou dizem que o atraso se deve à quebra de algum veículo”, diz Kátia. 

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