quinta-feira , 18 julho 2019
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Professores entram em greve no dia 15 de maio contra corte de verbas universidades

Rumo à greve geral de 14 de junho. O sucesso da paralisação dos professores é fundamental ao processo de acúmulo de forças para a Greve Geral que será realizada no dia 14 de junho, diz a nota

Na reunião realizada no final de abril, a Direção Nacional deliberou pelo mais amplo apoio à greve nacional dos professores, convocada para o dia 15 de maio. A categoria tem razões de sobra para deflagrar a greve e a classe trabalhadora tem as mesmas razões para apoiá-la.

Os problemas causados pelas medidas adotadas pelo atual governo à educação afetam diretamente os professores e toda a população que depende da educação pública, universal e de qualidade.

Entre as medidas nefastas que estão colocando em risco o sistema educacional brasileiro, apontadas pela CNTE, destacamos:

  • Os sucessivos cortes nas políticas educacionais (ensino superior e educação básica) e a ameaça de acabar com a vinculação institucional que assegura recursos para a educação (Fundeb e outras políticas);
  • O patrulhamento ideológico nas universidades e a ofensiva Lei da Mordaça (Escola sem Partido ou de Partido Único?);
  • A perseguição ao pensamento crítico com enxugamento de verbas para cursos de filosofia e sociologia nas universidades;
  • O viés privatista e sectário que fomenta as políticas de vouchers e a educação domiciliar;
  • A agressão à gestão democrática e à autonomia das escolas através da militarização escolar;
  • A inoperância inescrupulosa do Ministério da Educação, que afeta a qualidade do atendimento público nas escolas, institutos federais e universidades;
  • A revogação de inúmeros conselhos de acompanhamento social, impondo retrocessos à gestão democrática estatal.

Os professores vão paralisar o trabalho motivados por questões que afetam toda a classe trabalhadora e a população brasileira, como os ataques desferidos contra a organização sindical, o incentivo ao armamento pessoal e à violência, o estímulo à impunidade contra o extermínio de jovens negros cometido por forças policiais, o avanço sobre terras indígenas e a degradação do meio ambiente efetuados pelo agronegócio, o fim do Ministério do Trabalho, a mudança na política de valorização do salário mínimo e a perversa proposta de reforma da Previdência.

Como vemos, são motivos de sobra para todos os sindicatos apoiarem amplamente a greve nacional dos professores no próximo dia 15, fazendo a sua luta a nossa luta.

O sucesso da paralisação dos professores é fundamental ao processo de acúmulo de forças para a Greve Geral que será realizada no dia 14 de junho.

Orientamos os sindicatos CUTistas a se juntarem aos professores, buscando mobilizar suas bases em apoio à greve do próximo dia 15 de maio.

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