segunda-feira , 24 setembro 2018
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Grupo dá apoio a portadores de alopecia areata

Projeto da SBD RESP orienta pacientes e familiares sobre a doença que leva à queda de pêlos e cabelos

Susto, insegurança e depressão são sentimentos que costumam atormentar os pacientes ao primeiro contato com a alopecia areata, doença caracterizada pela queda repentina de pêlos e cabelos, sem alteração da superfície cutânea, e que atinge igualmente homens e mulheres. O comprometimento psico-social é um dos componentes mais evidentes, que exigem o envolvimento não só do médico dermatologista, mas, também, de psicólogos e de outros profissionais de saúde. Com o objetivo de orientar pacientes e seus familiares sobre a doença a fim de melhorar sua qualidade de vida, a Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo – SBD RESP criou o Grupo de Apoio aos Pacientes com Alopecia Areata – AAGAP, coordenado pela Dra. Enilde Costa, médica dermatologista do Ambulatório de Alopecia Areata da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp, e pela psicóloga Simone Godinho, também da Unifesp.
A doença, que atinge cerca de 0,1% da população (o que no Brasil são cerca de 183 mil pessoas), ainda é pouco conhecida e, de forma geral, as pessoas costumam denominá-la erroneamente de “calvície”. “Alopecia areata não é calvície, que é uma manifestação de origem androgenética, cuja progressão é, geralmente, gradual”, explica a Dra. Enilde. “A areata é doença imunológica, cujos episódios podem ocorrer de forma súbita, sem a presença de agente infeccioso”. A enfermidade pode ficar estacionada, regredir de forma espontânea, ou evoluir, com respostas variáveis aos tratamentos conhecidos.
As dificuldades do convívio social dos pacientes sensibilizaram a Dra. Enilde e a psicóloga Simone Godinho a criarem o grupo. “Passamos a olhar essas pessoas além do problema dermatológico, que era a falta de cabelos. E uma nova experiência teve início”. Com base nas dúvidas a respeito da origem da doença, nas possibilidades de evolução, nos resultado e riscos dos tratamentos, começaram a ser realizados os encontros com os pacientes. Nas reuniões, pacientes, familiares e amigos recebem informações e, sobretudo, expõem suas inseguranças e ajudam-se mutuamente, com o apoio de médicos e psicólogos, num esforço para romper a barreira do constrangimento social. “Procuramos estimular a solidariedade entre eles e dar segurança para que se tornem multiplicadores de informações sobre a alopecia areata”, explica a Dra. Enilde.
Nesses cinco anos, o grupo trilhou um longo caminho: estimulou a participação de um grupo de psicólogos e os resultados começam a repercutir, também, fora de São Paulo, com pacientes que vêm de outros estados, atraídos pelas informações disseminadas pelos primeiros pacientes que se organizaram. Hoje, os psicólogos César Rosolen Jorge, Maria Cristina Hohl e Guilhermina Figueiredo também integram a equipe. “O ideal seria que mais colegas dermatologistas abrissem grupos de orientação ao paciente como o AAGAP em outras regiões do Estado e do País. Eu me coloco à disposição para dar treinamento e passar toda a experiência que eu tive nesses anos”, sugere a Dra. Enilde.
Além do indispensável apoio aos pacientes, o grupo está programando a preparação de material de divulgação visando a sensibilizar a mídia e formadores de opinião. Esperam que o conhecimento da doença por parte da sociedade crie melhores condições de convívio para todos. Outro objetivo é estimular a pesquisa e o interesse das empresas da área farmacêutica na produção e importação de medicamentos. “A alopecia areata é uma dessas doenças ‘órfãs’ para as quais há pouco empenho da indústria e do governo para financiamento de pesquisas e garantia de disponibilidade de medicamentos” lamenta a Dra. Enilde. Ela menciona ainda o fornecimento inconstante de algumas matérias-primas para a elaboração de medicamentos que compõem o arsenal terapêutico da alopecia areata, dificultando os tratamentos.

Serviço: Reuniões: mensalmente na Av. Afrânio Peixoto, 457 – Butantã, em São Paulo. A próxima reunião será realizada neste sábado, dia 13 de setembro, às 9h00. A participação é aberta ao público.

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6 Comentário

  1. ROGÉRIO CARDOZO

    Boa noite,tenho alopecia areata devido a uma doença autoimune posso tomar a vacina contra gripe h2n3 é que eu não entendo muito sobre isso e no momento não tenho condições de ter um acompanhamento medico, desde já agradeço e espero ansioso por uma resposta.

  2. Por favor, acabei de ter minha bebe, nao sei mais o que fazer apareceu AA após um trauma, depois que fiquei sabendo do meu diagnostico fiquei tao apavorada que meu cabelo caiu mais, se controlar o nivel do meu estrees posso estaganar a doença?

  3. Olá,
    Tenho AA,foi desencaddeada apos um trauma e depressao, na maioria das vezes a AA e desencadeada pelo estress emocional, tratando meu psicologico posso ser curada?

  4. Olá. Gostaria muito de participar de uma reunião. Esse endereço acima, no Butanta, e essa data (13/09) estão atualizados, ou seja, são para 2010?
    Obrigada, aguardo resposta para poder participar.
    Aproveitando, vocês vendem perucas ou indicam alguém para isso?

  5. Olá, eu também tenho AA, mas no começo desse ano caiu todo o meu cabelo, to carequinha, igual a luciana também não aguento mais essas perguntas, perguntas e perguntas, a próxima reunião será só em setembro mesmo ou essa matéria é do ano de 2008? Excelente materia, parabéns

  6. tenho alopecia desde junho de 2007, ja fui a todos os medicos, ja passei todas as loçoes, cortesonas, injeçoes, terapia, nao aguento mais…
    estou careca, ando de lenço tds perguntam se tenho cancer, nao tenho mais vida propria… preciso de ajuda

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