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Vado marca o 13 de Maio em Campinas com apresentação do ‘Navio Negreiro’

Ele já se apresentou em países das Américas, da Europa e África. A peça já foi encenada em inglês, francês, alemão, esperanto, espanhol e italiano. Foto Carlos Bassan

 

Com entrada franca e o objetivo de marcar a data de 13 de Maio, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas traz para o público a peça “O Navio Negreiro”, do ator Vado. A apresentação será nesta sexta-feira, dia 13, às 19h30, no Teatro Municipal Castro Mendes. Os ingressos estarão disponíveis duas horas antes, a partir das 17h30, na bilheteria do Teatro.

Vado foi recebido na tarde desta quarta-feira, 11 de maio, pelo prefeito de Campinas, Dário Saadi, e pela secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli. Ele veio convidá-los a assistir o espetáculo, que há 50 anos está em cartaz. A estreia da peça foi em 1971, mas, por conta da pandemia, o cinquentenário será celebrado neste dia 13 de maio, em Campinas.

Vado é pioneiro do teatro negro no Brasil. A peça “Navio Negreiro” foi apresentada mais de 12 mil vezes, o que garantiu ao ator o recorde no Guinness Book (Livro dos Recordes), por carreira mais longa como produtor teatral pela mesma produção. Ele já se apresentou em países das Américas, da Europa e África. A peça já foi encenada em inglês, francês, alemão, esperanto, espanhol e italiano.

 

Sobre a peça

Na peça adaptada por ele próprio e baseada no poema do autor baiano Castro Alves (1847-1871), Vado é precursor ao colocar os negros como heróis das suas obras. Ele interpreta 16 personagens que retratam os sofrimentos dos africanos escravizados no Brasil, trazendo especialmente a força, a cultura, o legado e as conquistas dos afrodescendentes.

Vado interpreta desde o guerreiro livre na África, o negro jogado nos porões, no fundo dos navios negreiros, depois explorado no trabalho como escravizado, até a situação na sociedade de hoje. Entre os personagens estão o preto velho, de cabelos e barbas brancas, lembrando a sabedoria, e a personalidade de um Pai João, além da magia de cura de um Véio Zuza que ajuda os doentes.

Em cena, as personalidades históricas também são lembradas: são homens, mulheres, crianças e idosos anônimos, que inspiraram o poema de Castro Alves e que são referências para as atuais e futuras gerações.

 

Instituto Anelo

Antes da apresentação do espetáculo Navio Negreiro, do ator Vado, o trio musical formado por Luccas Soares (vocal), Alline Ribeiro (violino) e Renan Augusto (violão), ligado ao Instituto Anelo, fará uma apresentação especial da canção “Deixa a Senzala’.

 

 

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