www.jornalocal.com.br / Cultura / Espetáculos / BUD SHANK & JOÃO DONATO

BUD SHANK & JOÃO DONATO

Em show juntos, pela primeira vez no Brasil!

Uma grande celebração entre o cool jazz do saxofonista norte-americano Bud Shank e o samba/bossa do pianista, compositor e arranjador João Donato. Os músicos se reencontram em grande estilo neste show imperdível!
Tudo começou em 1968, em plena efervescência da bossa-nova no mundo, quando Bud Shank e João Donato gravaram o álbum “Bud Shank and His Brazilian Friends”. Depois disso não se viram até 2004, quando Shank veio ao Brasil tocar no Chivas Jazz Festival e convidou Donato para participar do seu concerto, retomando a colaboração de 36 anos antes. Já era de se esperar que esta apresentação seria o grande destaque da noite!
Com o sucesso o reencontro, a pedido de Donato, Shank adiou seu regresso para gravarem outra vez. O resultado foi um CD duplo, gravado dias 8 e 9 de maio de 2004, no Rio de Janeiro, que será lançado no Festival de Ouro Preto e nesta única apresentação no Bourbon, cheia de criatividade, emoção, disposição e entusiasmo.
· O SHOW
O repertório do show foi escolhido a dedo pelos dois, e inclui: “Night and day\” (Cole Porter), \”Manhã de carnaval\” (Luiz Bonfá/Antonio Maria), \”Lotus Bud\” (Shorty Rogers), \”Wild flower\” (Bud Shank), “Eager Beaver” (Stan Kenton), \”Speak low\” (Kurt Weill/Ogden Nash), além de outras composições de Donato, de Bud Shank e de outros feras do jazz.

· BUD SHANK

Bud Shank nasceu, como o falecido Gerry Mulligan, em 1926, um ano antes do ainda ativo Lee Koniz. Ele, Chet Baker, Shorty Rogers, Art Pepper, Jimmy Giuffre, Shelly Manne e outros lendários músicos da West Coast deram corpo e alma ao cool jazz.
Como um dos precursores do \”cool jazz\”, o saxofonista Bud Shank, hoje com 80 anos, é considerado hoje dono de um toque ainda mais vigoroso e exuberante do que os do início de sua carreira, nos anos 50: \”Quanto mais velho, mais esperto eu fico\”, brinca o músico.
Shank é também um dos pioneiros na fusão do jazz com samba. Convidado pelo violonista brasileiro Laurindo de Almeida participou, em 1953, do pioneiro álbum \”Brazilliance\”, que já misturava samba e jazz. No álbum \”Bud Shank and Friends\”, de 1965, contou com participações especiais de João Donato e Rosinha de Valença.
João Donato
Donato nasceu em Rio Branco, no Acre, no dia 17 de agosto de 1934 e começou a tocar acordeom e piano na infância. Filho do capitão da polícia militar e piloto João Donato de Oliveira Filho e da dona de casa Maria Eutália, mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 40, quando foi extinta a Polícia Militar do Acre. Aos 11 anos de idade, e no início dos anos 50 João Donato já atuava profissionalmente na noite carioca.

Passou a se interessar por Jazz e Bossa-Nova, tocando na boate Plaza, onde o titular era Johnny Alf. Logo fez amizade com Tom Jobim, João Gilberto, Luiz Bonfá e outros. Gravou alguns discos na década de 50, e em 1959 foi para o México, seguindo para os Estados Unidos, onde morou 12 anos. Excursionou pela Europa com João Gilberto e, de volta ao Brasil, em 1962, gravou o disco \”Muito à Vontade\”.

De Dorival Caymmi a Marcelo D2, passando por Gal, Gil, Caetano, Milton, Ângela Ro Ro e até Cazuza, quase todo mundo que importa na música brasileira já se valeu de seu piano único, do bom gosto como arranjador, ou das belíssimas soluções harmônicas ao compor. “Ele está junto com Miles Davis e Johnny Mandel (compositor e arranjador americano, uma lenda viva). É melhor que o Tom, que não inventou ritmo nenhum”, rasga Nana Caymmi. “É um dos maiores estilistas da música brasileira. Não é sinuoso, é objetivo, impressiona pela aparente simplicidade. Eu faço um paralelo com Thelonious Monk (gênio americano do piano bebop, 1925-1982)”, aprofunda o crítico e produtor Zuza Homem de Mello. Mas seu lugar na música brasileira é melhor definido por palavras de um colega que não está mais aqui para ver sua excelente fase: Tom Jobim, que o chamava de gênio e várias vezes disse que João Gilberto criou a bossa nova a partir da batida de Donato.

Humildemente, o acreano não está nessa de primazia: “Segundo o próprio João Gilberto, ninguém é inventor de nada sozinho. Ninguém inventou a bossa isoladamente”.

· Serviço:

Dia: 13 de setembro de 2007
Couvert Artístico: R$ 65,00
Horário: 22h00
Local: Bourbon Street Rua dos Chanés, 127, Moema
Informações e reservas: 5095 61 00

Sobre Sandra Venâncio

Veja também

Lume Teatro lança vídeo “PERCH – Uma celebração de voos e quedas” – espetáculo multimídia ao ar livre

Com um público de mais de 20 mil pessoas, “Perch” foi apresentado simultaneamente no Largo …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *