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Depto.de Vigilância em Saúde apresenta situação epidemiológica de Campinas

Caso a projeção de óbitos se confirme, teremos mais mortes do que tivemos no pico da pandemia no ano passado, em julho, disse a diretora de Vigilância e Saúde

A diretora da Vigilância em Saúde, Andrea von Zuben, apresentou nesta segunda-feira, 22 de fevereiro, durante transmissão ao vivo, a situação epidemiológica de Campinas. Os dados justificaram o endurecimento das medidas de contenção da pandemia, anunciadas pelo prefeito Dário Saadi.

A classificação das regiões no Plano São Paulo tem como um dos critérios principais o percentual de ocupação de leitos. Hoje, a DRS7, região da qual Campinas faz parte, conta com uma ocupação de 70,7% de leitos de UTI Covid-19 e 44,2% de enfermaria. Com esses dados, a região já seria, na opinião da diretora, reclassificada para a fase laranja.  

“O Estado leva em consideração os dados da região administrativa, porém, temos que olhar para a situação da nossa cidade e os dados, no momento, são preocupantes”, explicou.

Dos casos de Srag (Síndrome Respiratória Grave) notificados, 10% são considerados graves, ou seja, demandam internação. Outro dado importante é com relação aos óbitos: dos pacientes internados, 13% evoluíram a óbito.  

“Caso a projeção de óbitos se confirme, teremos mais mortes do que tivemos no pico da pandemia no ano passado, em julho. É isso que queremos evitar”, disse. “Pelo monitoramento dos leitos, observamos um aumento significativo nas internações”.

A diretora também destacou informações relacionadas à faixa etária. As internações e óbitos, embora estejam mais presentes nas pessoas maiores de 60 anos, já podem ser observadas no público entre 20 e 25 anos. “Temos internações até de crianças a partir de 9 anos, não por conta de Covid-19, mas por Srag, que também demanda internação”, completou.

Medidas de prevenção
As medidas de prevenção efetivas continuam as mesmas: distanciamento social, uso de máscara, higiene das mães e uso do álcool em gel.  

“A transmissão da Covid-19 se dá de pessoa para pessoa pelo ar ou por contato. O uso da máscara é essencial, já que as gotículas com o vírus são expelidas na fala, na tosse e no espirro”, explicou a diretora. “O beijo, o aperto de mão e o abraço também são formas de transmissão”, completou.  

Outras medidas necessárias neste momento são: evitar aglomerações (consideradas a partir de mais de dez pessoas); não permanecer por mais de 15 minutos em locais com mais de 10 pessoas; evitar compartilhar ambientes mal ventilados; evitar contato físico e evitar ficar próximo a pessoas sem máscara.

Aumento das internações
O presidente da Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência, Sérgio Bisogni, apresentou dados que mostram a evolução dos casos de Covid-19 que demandaram internação nos últimos três meses.

Em dezembro, dos 2.920 atendimentos feitos no gripário, 119 pacientes tiveram que ser hospitalizados, o que dá 4%; em janeiro, foram atendidas 3.542 pessoas, das quais 123 demandaram internação, um percentual de 3,5%.

Nos 21 primeiros dias de fevereiro, foram 104 internações de um total de 2.233 atendimentos. “Nós fizemos a projeção e, se a situação continuar a mesma, fevereiro deve fechar em 6%, o que é preocupante”, explicou.

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