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Faltam medicamentos nos Centros de Saúde de Sousas e Joaquim Egídio

Em 2018, usuários fizeram uma passeata até a Subprefeitura de Sousas para pedir a reforma da Unidade de Sousas

 

 

Enquanto o kit covid era distribuído de forma descontrolada na rede pública, nas farmácias das unidades de saúde de Sousas e de Joaquim Egídio faltam medicamentos. Uma lista fixada na farmácia do Centro de Saúde de Sousas mostra a inexistência de 23 tipos de remédios, um deles em falta desde o início do ano, segundo funcionários da unidade.

Constam na relação de indisponíveis: Ácido Acetilsalicílico, Ácido Valpróico, Alendronato de sódio, Amoxilina + Clavulnalato de potássio, Lavunalato de potássio, Carbonato de Cálcio, Clorpromazina, Diclofenaco sódico, Dipirona, Hioscina, Ibuprofeno, Medroxiporgesterona, Metronidazol, Geléia vaginal, Miconazol, Nortriptilina, Omeoprazol, Periciazina, Polivitaminico  (A+B+D+E), Soloral, Sinvastatina, Vitamina complexo B.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o Ácido Acetilsalicílico e Losartana, podem ser adquiridos nas farmácias populares. Já a Azitromicina, Budesonida e o Omeoprazol também estão em falta. E a previsão para que estes itens voltem a ser disponibilizados pelas farmácias dos postos de saúde é de pelo menos 60 dias.

Informar que medicamentos em falta podem ser adquiridos em farmácias populares, segundo Marilena das Chagas Freitas, moradora do Imperial Parque, em pouco ajuda os usuários do Centro de Saúde. “Se a pessoa vai à farmácia do ‘postinho’ é porque não tem dinheiro para comprar o remédio. E o que é pior, para ir a uma Farmácia Popular o morador de Sousas tem de, no mínimo, tomar dois ônibus, isso é, gastar pelo menos R$ 6,00 para comprar o remédio”, pondera.

A situação verificada na unidade de saúde de Sousas é semelhante à do Centro de Saúde do Joaquim Egídio, onde também faltam medicamentos, embora os responsáveis pela unidade não tenham disponibilizado nenhuma listagem. Mas segundo uma funcionária da unidade, a farmácia de lá também registra falta de alguns remédios.

Com a falta de remédios nos postos, a visão de boa parte dos usuários dos CSs é de que a realidade tem sido bem diferente do que mostra a publicidade na tevê. “Não sei não; acho que é propaganda enganosa. Como entregar em casa se não existe nem mesmo no postinho”, reclama Antonio Dias da Silva, morador do Nova Sousas.

De acordo com a assessoria da Prefeitura de Campinas, a lista do SUS Campinas é uma das mais completas entre as cidades brasileiras, com 160 itens. Atualmente, há 20 itens da Atenção Básica (Centros de Saúde) em falta. A Administração está agilizando licitações para restabelecer os estoques com a maior rapidez possível. Nos últimos meses, um dos principais motivos para a falta dos medicamentos foi a instabilidade do mercado, com escassez de matéria-prima e outros fatores relativos à pandemia. Estes problemas refletiram nas licitações, com 75% com poucos interessados e um percentual razoável que, mesmo vencendo a licitação, atrasou a entrega.

Quando um determinado item encontra-se em falta na unidade de dispensação, pode-se recorrer ao Aplicativo de Busca de Medicamentos e identificação de outras unidades de dispensação municipal onde o item possa ser encontrado.

Pode-se recorrer ainda à rede de farmácias e drogarias privadas, que fornecem medicamentos gratuitos ou subsidiados em parceria com o governo federal. Essas unidades apresentam a identificação “Aqui tem Farmácia Popular”.

 

No link abaixo, é possível verificar a disponibilidade do medicamento por unidade: https://remedios.campinas.sp.gov.br/

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