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Na Bahia, famílias Sem Terra sofrem ataque de grupo bolsonarista

Conforme o MST, durante a ação, o grupo fez alguns trabalhadores reféns com armas de fogo apontadas para suas cabeças, enquanto exigiam que estes localizassem os dirigentes locais do MST.

 

 

Famílias Sem Terra foram reféns de um grupo bolsonarista que invadiram o Assentamento Fábio Henrique, em Prado (BA), atirando em direção aos trabalhadores. Mais de 20 homens encapuzados e armados participaram do ataque. O atentado foi denunciado pelo Movimento Sem Terra (MST).

Conforme o MST, durante a ação, o grupo fez alguns trabalhadores reféns com armas de fogo apontadas para suas cabeças, enquanto exigiam que estes localizassem os dirigentes locais do MST.

Os criminosos ainda atearam fogo em dois ônibus dos agricultores, depredaram as casas e atiraram em três carros de passeio que estavam estacionados na praça da agrovila.

Em nota, a direção nacional do MST atribuiu o atentado “a uma ação coordenada, com apoio de grupos bolsonaristas a nível local e nacional”. Segundo a direção, esses grupos “financiam e recrutam milicianos, com objetivo específico de atacar o Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra”.

O movimento afirma que alguns indivíduos que participaram do atentado foram identificados pelos trabalhadores.

“São indivíduos ligados aos grupos bolsonaristas na região e que frequentam o Casarão Brasil, espaço de articulação bolsonarista e de promoção fakenews, localizado em Teixeira de Freitas (BA).”

 

Repúdio

Secretaria Nacional de Movimentos Populares do Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu uma nota e repudia veementemente toda e qualquer ofensiva de grupos criminosos, que tenha como objetivo desestabilizar áreas autônomas dos movimentos, ameaçar a integridade física dos assentados e acampados, e perseguir e criminalizar os movimentos sociais.

“Não será admitida qualquer tentativa de intimidação no combate ao governo genocida do Brasil, responsável por mais de 600 mil mortes na pandemia, e por quase 20 milhões de pessoas em situação de fome neste momento no Brasil. A Secretaria de Movimentos Populares expressa toda a solidariedade ao MST e a todos os que lutam por justiça social no campo e na cidade”.

 

Consórcio Nordeste

O Consórcio Nordeste também emitiu nota referindo o ataque como “momentos de barbárie e crueldade.

No texto, assinado pelo presidente do Consórcio e governador do Estado do Piauí, Wellington Dias, a ação é vista como “terrorismo”.

 

Direito à Terra

Nos governos do PT, todos os instrumentos mobilizados no governo federal apoiaram o fortalecimento da agricultura familiar, incluindo a reforma agrária. Estimular a atividade produtiva e assegurar o direito à terra e ao trabalho sempre foi premissa para o partido.

Entre 2003 e 2014, 51 milhões de hectares (duas vezes o estado de São Paulo) foram incorporados à reforma agrária, possibilitando o acesso à terra a 698 mil famílias. Isso significa que, do total de famílias assentadas em toda a história do país, 54% exerceram esse direito nos 13 anos de governos do PT.

Nesse mesmo período, outras 97.141 famílias conquistaram acesso à terra por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário, o que corresponde a 70% do total beneficiado por esse programa.

Para o PT, a reforma agrária é uma das bandeiras mais importantes para a garantia de direitos e para o fortalecimento da democracia no Brasil.

 

Nota de repúdio ao ataque ao Assentamento Fábio Henrique

Na manhã do último domingo, 31, famílias Sem Terra do Assentamento Fábio Henrique, no município do Prado, foram surpreendidas por mais de 20 homens encapuzados e fortemente armados, que atiraram em direção aos trabalhadores que estavam reunidos em uma assembleia.

Durante a ação, o grupo fez alguns trabalhadores reféns, com armas de fogo apontadas para suas cabeças, e ateou fogo em dois ônibus, além de ter depredado casas e de ter atirado em carros. Segundo os companheiros que foram vítimas do atentado, a suspeita é que o atentado faça parte de uma ação coordenada, com apoio de grupos bolsonaristas a nível local e nacional.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia foi acionada e está investigando o crime para responsabilizar os autores da ação que, de acordo com os companheiros que foram vítimas do atentado, fazem parte de uma ação coordenada, com apoio de grupos bolsonaristas a nível local e nacional.

A Secretaria Nacional de Movimentos Populares do Partido dos Trabalhadores repudia veementemente toda e qualquer ofensiva de grupos criminosos, que tenha o como objetivo desestabilizar áreas autônomas dos movimentos, ameaçar a integridade física dos assentados e acampados, e perseguir e criminalizar os movimentos sociais. 

Não será admitida qualquer tentativa de intimidação no combate ao governo genocida do Brasil, responsável por mais de 600 mil mortes na pandemia, e por quase 20 milhões de pessoas em situação de fome neste momento no Brasil. A Secretaria de Movimentos Populares expressa toda a solidariedade ao MST e a todos os que lutam por justiça social no campo e na cidade.

 

Fonte: Da Redação do PT, com informações do MST/Vera Lúcia Barbosa

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