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Economistas lançam manifesto em apoio a Lula

Com mais de 1.000 assinaturas, economistas contestam tentativas de enfraquecimento das instituições, sistema político autoritário e ditadura neofascista sustentada por polícias e milícias armadas. Foto Ricardo Stuckert

 

 

Contra a barbárie do governo de Bolsonaro e a favor da democracia, economistas lançam manifesto com mais de 1000 assinaturas em apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula. O documento, divulgado nesta terça-feira, 14, contesta a profundidade e as múltiplas dimensões da crise social, política, econômica e ambiental instalada no país.

Opostos ao projeto político de Bolsonaro e seus apoiadores, os signatários ressaltam as tentativas de enfraquecimento das instituições brasileiras, a implantação de um sistema político autoritário, uma ditadura neofascista sustentada por polícias e milícias armadas, e reforçam que é preciso tomar medidas para recuperar o crescimento sustentável, com redução das desigualdades.

Os constantes desmontes são citados no documento, que destaca a necessidade da extinção do teto de gastos e a criação de um novo arcabouço fiscal para que o governo federal volte ao papel de principal impulsionador do crescimento.

Os economistas apontam que há no Brasil um ciclo vicioso de estagnação econômica, alto desempregofome e insegurança alimentar, e que esse cenário somente será revertido com a construção de sólido programa de investimentos em infraestrutura econômica, urbana e social, com destaque para iniciativas que reduzam desigualdades sociais e regionais.

O grupo defende ainda uma revisão das reformas trabalhista e da previdência e fortalecimento com o Mercosul.

 

Descaso com a saúde

irresponsabilidade de Bolsonaro diante da pandemia da Covid-19 também é criticada pelos economistas, que condenam as ações do governo e o desprezo das ciência para minimizar os efeitos da pandemia.

O manifesto relembra que o Brasil soma mais de 10% das mortes mundiais, sendo que representamos 2,7% da população do planeta. “Os danos para o futuro do país são incomensuráveis. A tragédia da escalada do desemprego, combinada com a redução da renda média dos trabalhadores, coloca no horizonte o risco de uma pandemia de fome ao lado de uma pandemia sanitária ainda não debelada”.

“Nós economistas, que subscrevemos este manifesto, temos clareza de que o retorno do Brasil a uma trajetória de progresso civilizatório passa, necessariamente, pela eleição da chapa Lula-Alckmin no primeiro turno das eleições gerais. Também é fundamental votarmos para governadores, senadores e deputados federais e estaduais que se oponham firmemente ao governo de Jair Bolsonaro e estejam alinhados com a defesa permanente da democracia, do Estado de Direito e da Constituição Federal de 1988”, concluem os subscritores do manifesto.

Entre os signatários estão Leda Paulani, professora de Economia na USP, Clélio Campolina, ex-ministro da Ciência, Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) e Rogério Studart, ex-diretor-executivo do Banco Mundial.

“O Brasil está mergulhado em uma crise profunda, com múltiplas dimensões. Na economia, trata-se de uma estagnação sem precedentes em nossa história, um inegável retrocesso. Temos um processo inflacionário que impõe pesadas perdas aos mais pobres. O governo de Jair Bolsonaro implantou um projeto autodestrutivo, que aprofundou a regressão de nossa estrutura produtiva, privilegiou ainda mais o rentismo e os grandes interesses financeiros e nos levou às portas da barbárie, que assumiu a forma de desmantelamento do arremedo do Estado Nacional Soberano construído a duras penas. As instituições foram enfraquecidas, os pilares do Estado Democrático de Direito foram ameaçados”.

 

Confira a íntegra do manifesto, aqui.

 

Da Redação, com informações da Folha de S. Paulo

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