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Lula, aos catadores do DF: sem direitos aos pobres, não há o país que sonhamos

Inaugurado em dezembro do ano passado, o complexo se tronou realidade graças à cessão do terreno feita pela Secretaria de Patrimônio da União e à liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizadas em 2012, já no governo de Dilma Rousseff.

 

 

Durante sua passagem por Brasília, onde tem conversado com lideranças sociais e políticas, Lula foi conhecer, nesta quinta-feira (7), o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal, centro que emprega 450 catadores de materiais reciclados e é resultado direto das políticas de apoio a essa categoria de trabalhadores implementadas durante o governo do ex-presidente.

Inaugurado em dezembro do ano passado, o complexo se tronou realidade graças à cessão do terreno feita pela Secretaria de Patrimônio da União e à liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizadas em 2012, já no governo de Dilma Rousseff.

“Essa estrutura foi resultado de um governo que nos reconheceu. Se hoje somos catadores de materiais recicláveis reconhecidos pelo mundo inteiro, foi graças ao seu governo”, disse Lúcia Fernandes Nascimento, presidente da Cooperativa de Trabalho de Reciclagem Ambiental da Cidade Estrutural (Coorace), dirigindo-se a Lula. “Não deixe de lutar por essa categoria tão sofrida. E não deixe de lutar não só pelos catadores, mas pelos pobres, pelos indígenas, pelos negros, porque não temos vez neste país de miséria”, acrescentou.

Lula disse às catadoras e aos catadores presentes que nunca deixará de olhar para a categoria, que foi regulamentada em seu governo (veja aqui o que Lula fez pelos catadores). “Se um dia o PT voltar a governar este país, a gente vai voltar a se encontrar todo ano para a gente discutir o futuro dessa categoria chamada catador de materiais recicláveis, que precisa ser muito honrada”, comprometeu-se Lula, que, durante seus dois mandatos, se reuniu todo 23 de dezembro com catadores e moradores de rua.

 

Lula contou que hoje, quando faz uma revisão de seu governo, sente-se arrependido por não ter feito mais. “É que às vezes a gente vai se embananando na burocracia. Quando você está no governo, tem mais gente para dizer não do que para dizer sim. Tudo que você quer fazer para os pobres tem alguém para colocar empecilho. O manual não deixa, porque o manual de quem governa não foi feito para cuidar de pobre. Este país foi feito para cuidar de rico”, disse.

“Você vai fazer uma reunião para ajudar os trabalhadores sem-terra, o pequeno agricultor, R$ 2 milhões a mais, R$ 5 milhões a mais, é uma dificuldade. Para o agronegócio, você não tem dificuldade, são bilhões e bilhões que você libera. E acho que tem de liberar, mas eu acho que você tem de olhar com o mesmo olhar para todos os lados, para a gente cuidar de todos em igualdade de condições”, continuou.

“Por isso, nós precisamos mudar este país, que nunca será o país dos nossos sonhos se as pessoas pobres não tiverem mais direitos”, prosseguiu o ex-presidente. “Vai ser difícil? Vai. Mas a gente tem que acreditar. A única coisa que não pode acontecer na nossa vida é desistir. (…) E eu quero que vocês saibam que a gente vai estar junto nessa briga e que a solidariedade a vocês é 100%. Quero que saibam que vocês, para mim, são o espelho das pessoas que precisam ser admiradas, respeitadas e ajudadas. Contem comigo nos bons e nos maus momentos porque, só com muita briga, a gente vai melhorar este país”, completou (assista à íntegra abaixo).

 

Visita já trouxe resultados aos catadores

Além de conhecer as instalações, Lula ouviu muitas histórias de pessoas que tiveram suas vidas melhoradas graças às políticas sociais do Partido dos Trabalhadores e também as demandas atuais dos que trabalham no local. A principal reivindicação, que é a isenção do IPTU cobrado sobre o terreno, que tira da renda dos cooperados cerca de R$ 400 mil por ano, acabou chegando ao secretário de Meio Ambiente do DF, José Sarney Filho, que participou da visita. Ali mesmo, o secretário se comprometeu a lutar pelo atendimento do pleito.

Já a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), entregou a representantes dos cooperados uma cópia do requerimento de criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Catadores e das Catadoras de Material Reciclado, antiga reivindicação do grupo. Segundo Gleisi, a iniciativa já recebeu as assinaturas necessárias e será formalizada em breve, com uma cerimônia no Congresso Nacional.

 

“É muito emocionante participar deste ato, ouvir esses relatos e estar aqui nesta central, que é fruto da luta e do trabalho de vocês e da compreensão de quem estava à frente de um governo que governou para os mais pobres e os trabalhadores”, discursou Gleisi. “Diz o ditado que a importância da cabeça está onde os pés pisam, e os pés do presidente Lula sempre pisaram onde o povo pisa. E quando o presidente Lula pisou os tapetes do Palácio do Planalto, levou os trabalhadores para lá, para pisar. Foram os catadores, foram os sem-teto”, acrescentou.

Também estiveram presentes no evento, além de representantes de diversas cooperativas de catadores, o presidente do PT no Distrito Federal, Jacy Afonso; a vice-presidenta do PT DF, Rosilene Corrêa; os deputados federais Bohn Gass (PT-RS), Erika Kokay (PT-DF) e Paulo Pimenta (PT-RS); os deputados distritais Arlete Sampaio (PT-DF), Chico Vigilante (PT-DF) e Leandro Grass (Rede-DF); e o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

Da Redação do PT 

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