Encontro acontece no sábado (3) no Hotel Vitória
Profissionais da área de saúde de Campinas recebem no sábado (3) no Hotel Vitória, o programa “Pacto AVC”, que capacita equipes interdisciplinares para organização e eficácia do atendimento emergencial ao paciente com diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral.
A iniciativa visa promover atendimento fundamental de emergência para o tipo mais comum de AVC – 85% dos casos pertencem ao tipo isquêmico – e, assim, contribuir com a diminuição de riscos de sequelas e óbitos.
Estima-se que, do total de pessoas que sofrem um AVC, cerca de 5% a 10% podem contar com o benefício do tratamento. Porém, esse número pode aumentar com a conscientização da população para que os sintomas e sinais da doença sejam reconhecidos e o auxílio seja solicitado rapidamente, e também com o treinamento dos profissionais da área de saúde.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil o AVC é a doença cardiovascular mais comum e a principal causa de morte na população adulta, o que representa um grave problema social. Dos que sobrevivem à ocorrência de derrames, 50% ficam com algum grau de comprometimento. Informações do INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social demonstram que 40% das aposentadorias precoces decorrem de derrames e infartos. A cada ano, surgem 250 mil novos casos da doença no País. Destes, 30% morrem, e outros 70% apresentam sequelas.
O tipo mais comum de AVC, o isquêmico, ocorre quando há a obstrução do vaso sanguíneo cerebral. O bloqueio da passagem do sangue e oxigênio para uma área do cérebro ocorre de 10% a 12% em pessoas abaixo de 69 anos e de 23% a 25% nos que têm mais de 70. O reconhecimento dos sintomas do AVC pela população e a capacitação dos hospitais públicos ou privados são fatores determinantes para mudar a história desta grave doença no Brasil e no mundo.
O Protocolo de Tratamento Emergencial ao AVC inclui a administração do medicamento alteplase (rtPA). Trata-se do primeiro e único trombolítico (medicamento que dissolve o coágulo que obstrui a passagem do sangue para o cérebro) aprovado pelas principais diretrizes nacionais e internacionais de tratamento do AVC. Quando administrado no intervalo de zero a quatro horas e meia do início dos sintomas, o medicamento aumenta as chances de uma recuperação completa, sem sequelas como incapacidade de fala, locomoção, distúrbios de memória e raciocínio. Tal característica possibilita a melhora significativa da qualidade de vida daqueles que são acometidos pelo AVCI.




