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Sarau online mobiliza comunidade literária

O evento será contínuo. As pessoas irão postando suas mensagens das 10h de sexta e vai até a última hora de domingo.

A Secretaria Municipal de Cultura realiza de sexta-feira, 26 de fevereiro, a domingo, 28 de fevereiro, o sarau online Cirandas Literárias. O evento será contínuo. As pessoas irão postando suas mensagens das 10h de sexta e vai até a última hora de domingo.

O evento acontece há 14 anos, sempre no último sábado do mês, na Biblioteca Municipal Ernesto Manoel Zink. Por conta da pandemia, essa edição será virtual no blog Nossosarau (https://nossosarau.blogspot.com/) e no Facebook (https://www.facebook.com/bibliotecazink/). Quem quiser participar pode enviar e-mail para biblioteca.zink@campinas.sp.gov.br.  

O sarau reúne poetas, escritores, trovadores, declamadores e amantes da literatura. As cirandas surgiram como um espaço de integração para escritores da cidade e atraiu aqueles que buscavam um encontro que não possuísse restrições estéticas, estilísticas, geracional ou de gênero literário.  

“Conseguimos atrair os mais diversos perfis da produção de nossa literatura, estruturada desde a formação erudita até as práticas da oralidade literária popular, muitas vezes ancorada no nosso cancioneiro: literatura oral, sertaneja, poesia de vanguarda estética, poesia militante, literatura religiosa. Tudo isso se mesclou no cadinho pluralista de uma atividade cultural pública.

Partimos do pressuposto de que literatura é aquilo que se produz como narrativa, dentro da dinâmica da vida em que nos inserimos, sem presunções estéticas, estilísticas ou de natureza político-ideológicas”, afirma o coordenador da atividade, Ronaldo Simões Gomes, conhecido como “Batata”.  

Segundo ele, a atividade fez confluir vários grupos organizados de nossa literatura e escritores e aficcionados em literatura de nossa cidade, e se expandiu pela região, atraindo pessoas de Hortolândia, Americana, Jaguariúna e Piracicaba.  

A partir das atividades dos saraus, explica o coordenador, nomes se projetaram, produções dormentes em gavetas ganharam espaços públicos e edições se perfizeram. “Para tudo isso, não houve o exercício da crítica literária, nem das querelas estilísticas; o grande elemento de adensamento dessa produção foi o cotejo, frente a frente, entre os diversos estilos e propostas literárias, o reconhecimento de outras formas do dizer poético e literário, ou mesmo o eco da própria voz, projetando o escritor em cena nas expressões daqueles que com ele compunham a ciranda, contribuindo para a construção de novas obras, de novos fazeres da literatura”, destaca.

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