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Pessoas em situação de rua, com mais de 60, são levadas para vacinação no Taquaral

Um inquérito sorológico realizado no final de 2020 testou 330 pessoas em situação de rua. Desse total, 11 testaram positivo para o novo coronavírus, ou seja, 3,33% do total.

Pessoas em situação de rua em Campinas, com mais de 60 anos e com comorbidades, começaram esta semana a serem imunizadas contra a Covid-19. O Consultório na Rua percorre os locais de maior concentração dessa população, para que receba a vacina no centro de imunização instalado na Lagoa do Taquaral.

De acordo com a coordenadora do Consultório de Rua, Alcyone Apolinário Januzzi, a estratégia foi definida com a Vigilância em Saúde, para atender a essa população. Pessoas em situação de rua, por exemplo, têm dificuldade de acesso à internet para fazer o agendamento.

“Essa foi a forma que encontramos para que elas possam ter acesso à vacina. As acolhidas em albergues e casas de repouso estão sendo agendadas pelas próprias instituições, e as que estão nas ruas podem agora ter também essa possibilidade de imunização”, afirmou.

Um inquérito sorológico realizado no final de 2020 testou 330 pessoas em situação de rua. Desse total, 11 testaram positivo para o novo coronavírus, ou seja, 3,33% do total. Apesar desse segmento estar mais vulnerável, a porcentagem de casos positivos foi semelhante ao da população geral, que registrou 3,68%.

O Consultório na Rua é um equipamento da Saúde que atende pessoas em situação de vulnerabilidade em pontos fixos e móveis, de acordo com a característica do local e o planejamento. Áreas da região central, como Largo do Pará, Mercadão, Terminal Central, Catedral e entorno têm a maior concentração de população em situação de rua.

O Consultório na Rua é composto por uma equipe multidisciplinar que conta com médicos, psicólogo, assistentes sociais, técnico de enfermagem, terapeuta ocupacional e redutores de danos.

O foco do atendimento está principalmente nas doenças ou condições que mais atingem os moradores de rua, como tuberculose, alcoolismo e combate ao crack e outras drogas. Ele também trabalha para orientar a população sobre doenças, como as sexualmente transmissíveis e hepatites. Curativos, testes de diabetes e medição de pressão podem ser feitos na hora do atendimento.

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