Campinas lembra neste próximo sábado os dez anos do assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, o Toninho, na esperança de que o crime, até hoje não esclarecido, seja federalizado. O pedido foi feito pela viúva Roseana Garcia, na última semana, ao procurador geral da República, Roberto Gurgel.
Na próxima semana, ela têm uma resposta que, se positiva, pode colocar o caso nas mãos da PF (Polícia Federal). Por enquanto, a Delegacia de Homicídios de Campinas tenta avançar no inquérito, devolvido à Polícia Civil em abril do ano passado pelo juiz José Henrique Rodrigues Torres.
O magistrado, presidente do Tribunal de Júri, não concordou com a tese do Ministério Público. Segundo os promotores, os responsáveis pelo assassinato ocorrido no dia 10 de setembro de 2001, na avenida Mackenzie, às 22h20, foram três integrantes do bando do sequestrador.
Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, que cumpre pena de 400 anos por outras condenações. Dos três denunciados, Andinho é o único vivo e teria sido levado a júri popular, se o juiz não tivesse impronunciado a denúncia, devolvido o inquérito à polícia e determinado novas investigações.
Para Torres, não ficou provado que Andinho estava no Vectra, de onde partiram três tiros em direção ao Palio de Toninho, sendo que um deles atingiu o braço do prefeito e transfixou o coração. Toninho morreu no local.
O Ministério Público não apontou a motivação para o crime, o que Roseana espera que a PF possa responder.
Celebração
A celebração de um ato ecumênico marca nesta sexta-feira (9) os 10 anos do assassinato do prefeito Antônio da Costa. O ato ocorrerá às 16h30, na Avenida Mackenzie, local onde Toninho foi executado. À noite, na casa grande e tulha, casa de Toninho, tombada como patrimônio nacional esta semana, haverá uma mesa redonda para debater a gestão do patrimônio e projeto de restauro.
O debate está marcado para as 20h, na Avenida Arlindo Joaquim de Lemos, 1300, no Jardim Proença. Participarão os professores Benedito Lima de Toledo, da Universidade de São Paulo (USP), Regina Tirello e Marco do Vale, da Unicamp, e Luiz Cláudio Bittencourt, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
No sábado (10), às 9h, haverá o ato público 10 anos de luta à resistência num crime público, na praça da Catedral Metropolitana, no Centro. Haverá cirandas, oficinas de pipa com apresentação do Grupo Folia de Reis, apresentação da Orquestra Filarmônica de Violas e, às 19h30, missa e apresentação da Orquestra Sinfônica de Campinas, na Catedral.




