Os candidatos que disputarão o segundo turno das eleições municipais estão autorizados a retornar a propaganda eleitoral hoje a partir das 17h com a distribuição de material de campanha, o uso de falantes e amplificadores de som até às 22h, assim como a realização de comícios e carreatas até meia noite. Na quarta-feira, a propaganda na rádio e televisão retorna e vai até o dia 26, dois dias antes da eleição.
Em Campinas, os candidatos Jonas Donizette (PSB) e Márcio Pochmann (PT) irão disputar a preferência do eleitorado no próximo dia 28. Ambos prometem uma disputa acirrada e debates de propostas.
Jonas Donizette (PSB) vinha liderando as pesquisas de opinião, porém teve uma queda na semana que antecedeu a véspera do pleito. O pessebista obteve 47,60% dos votos, contra 28,56% do petista, que iniciou a campanha com apenas 1% das intenções de voto. Em nota o petista disse que a campanha focada em propostas construídas com a população e a força da militância foram os motivos que o colocaram no segundo turno. “Somos a única candidatura que cresceu em todas as pesquisas, ao contrário de outras que reduziram seu peso do ponto de vista eleitoral ou outras que se paralisaram”, comentou o candidato.
Já o candidato pessebista disse ontem em entrevista coletiva que está preparado para a segunda etapa e que não se decepcionou com os resultados. “Continuarei a levar nossa idéias, debatendo propostas”, comentou. O terceiro colocado Pedro Serafim (PDT) obteve 18,47% do votos válidos.
PERFIL DOS CANDIDATOS
Jonas Donizette (PSB) é mineiro, tem 47 anos, é radialista e reside em Campinas desde 1969. É casado e tem duas filhas. Entrou na vida pública em 1992 pelo PSDB, quando foi eleito a vereador na Câmara Municipal. Em 2001, depois de três mandatos como vereador trocou de partido e filiou-se no PSB. Foi deputado estadual e desde 2010 exerce mandato de deputado federal. Donizette já se candidatou a prefeito duas vezes. Em 2004, ficou em 4º lugar e em 2008, 3º lugar.
Marcio Pochmann, 50 anos, foi presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 2007 até se afastar para concorrer à Prefeitura de Campinas. Também dirigiu a Secretaria Municipal do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade durante o governo da prefeita Marta Suplicy, em São Paulo, quando implantou o Programa de Renda Mínima. Possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. É pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, na Unicamp, do qual foi diretor-executivo, assim como membro do corpo docente da Unicamp. É casado e pai de dois filhos.





