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sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Greve do funcionalismo fica para janeiro em Campinas

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Sindicato mantém estado de greve, mas admite baixa adesão em dezembro

O funcionalismo municipal de Campinas segue oficialmente em estado de greve, mas uma paralisação dos serviços públicos não deve ocorrer em dezembro. A avaliação foi confirmada neste sábado (14) pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (STMC), que reconhece dificuldades de mobilização da categoria durante o período de festas e férias.

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Em vídeo divulgado nas redes sociais da entidade, dirigentes do STMC afirmam que o movimento permanece ativo como instrumento de pressão, mas avaliam que uma greve neste momento teria impacto limitado. A sinalização é de que uma eventual paralisação só deve ser considerada a partir de janeiro, caso não haja retomada do pagamento do 13º vale-alimentação dos servidores da ativa e do auxílio-nutricional de aposentados e pensionistas.

A suspensão dos benefícios expôs divergências internas sobre a condução da defesa do município no processo. Foto STMC

Os benefícios foram suspensos por decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedida em novembro, após pedido da Procuradoria Geral de Justiça. A decisão considerou que o pagamento do benefício adicional e sua extensão aos inativos não atendem ao interesse público.

Durante assembleia realizada no início do mês, no Paço Municipal, o sindicato classificou a suspensão como um “grave retrocesso” e sustentou que os pagamentos configuram direito adquirido, uma vez que estavam previstos em leis municipais aprovadas pela Câmara e sancionadas pelo Executivo.

A Prefeitura de Campinas informou que recorreu da decisão tanto no TJ-SP quanto no Supremo Tribunal Federal, argumentando que defende a constitucionalidade das leis e que a suspensão gera impacto social e econômico direto sobre milhares de famílias de servidores.

Apesar da manutenção do estado de greve, o sindicato admite que o cenário de dezembro reduz o poder de pressão. A estratégia agora é aguardar o andamento dos recursos judiciais e preparar a base para uma mobilização mais ampla no início de 2026.

A suspensão dos benefícios expôs divergências internas sobre a condução da defesa do município no processo. Nos bastidores, dirigentes sindicais avaliam que a estratégia jurídica adotada pela Prefeitura fragilizou a sustentação do direito adquirido. A coordenação do STMC também mantém a possibilidade de levar o caso a instâncias internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho, sob o argumento de violação a direitos trabalhistas consolidados.

A crise ocorre em um momento sensível para a administração municipal, com pressão crescente de categorias do funcionalismo e desgaste junto à base de servidores. Vereadores que votaram favoravelmente às leis agora enfrentam cobranças públicas, enquanto o Executivo tenta evitar que o impasse se transforme em greve prolongada no início do ano, período considerado crítico para serviços essenciais da cidade.

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