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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Serrano aponta Marco Aurélio Carvalho para a Justiça e fala em clima de confronto em Brasília

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Jurista defende nome ligado ao Prerrogativas para substituir Lewandowski e diz que governo entra em fase de enfrentamento político


O jurista Pedro Serrano afirmou que o advogado Marco Aurélio de Carvalho é o nome mais preparado para assumir o Ministério da Justiça em eventual substituição a Ricardo Lewandowski. A declaração foi feita em meio a articulações de bastidores sobre o futuro da pasta e ao aumento das tensões institucionais em Brasília.

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Ao analisar o cenário político, Serrano descreveu o Ministério da Justiça como um dos postos mais pressionados do governo federal, apontando o ambiente da capital como um espaço de desgaste permanente. Para ele, o momento exige um perfil que reúna capacidade técnica, habilidade política e disposição para enfrentar ofensivas que, segundo sua avaliação, partem de setores da extrema direita.

Além da defesa do nome de Marco Aurélio, Serrano voltou a sustentar a separação entre Justiça e Segurança Pública. Foto Joedson Alves/Agencia Brasil


Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, foi citado como alguém que já demonstrou capacidade de articulação em contextos adversos, liderando advogados em disputas sensíveis e mantendo interlocução com diferentes áreas do sistema de Justiça. Serrano avaliou que essa experiência pesa num momento em que o Ministério da Justiça se tornou centro de disputas políticas e institucionais.

Durante a fala, o jurista afirmou que os próximos meses tendem a ser marcados por ataques e pressões contínuas ao governo, o que transformaria a pasta em um espaço de confronto direto. Ele defendeu que o ministro tenha posicionamento claro e capacidade de sustentar embates públicos e institucionais, inclusive no diálogo com o Judiciário e com a Justiça Eleitoral.

Serrano também mencionou episódios recentes envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal, afirmando que acusações políticas vêm sendo feitas sem, até agora, a apresentação de provas consistentes. Segundo ele, parte dessas narrativas acaba sendo reproduzida no debate público, ampliando o desgaste institucional.

Outro ponto destacado foi a importância da formação da equipe ministerial. Serrano afirmou que o comando da Justiça precisa ser ocupado por alguém capaz de montar um grupo coeso e alinhado politicamente, diante do que classificou como uma disputa em curso pelo controle da agenda institucional do país. Na avaliação dele, a falta de unidade interna pode fragilizar a atuação do governo em um momento de pressão elevada.

Além da defesa do nome de Marco Aurélio, Serrano voltou a sustentar a separação entre Justiça e Segurança Pública. Ele argumenta que o peso da agenda de segurança esvazia outras atribuições estratégicas da pasta, como a formulação legislativa, a defesa de direitos e a articulação institucional com o Judiciário, e que a criação de um ministério específico permitiria maior foco e eficiência.

Levantamentos internos do governo indicam que o Ministério da Justiça concentra hoje atribuições que vão da coordenação da Polícia Federal ao diálogo com tribunais superiores e à elaboração de projetos legislativos sensíveis. A eventual troca no comando da pasta ocorre em meio a pressões políticas, disputas narrativas nas redes sociais e movimentações de grupos organizados do campo jurídico, que buscam influenciar a escolha do próximo ministro e o rumo da atuação institucional do governo.

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