Jurista defende nome ligado ao Prerrogativas para substituir Lewandowski e diz que governo entra em fase de enfrentamento político
O jurista Pedro Serrano afirmou que o advogado Marco Aurélio de Carvalho é o nome mais preparado para assumir o Ministério da Justiça em eventual substituição a Ricardo Lewandowski. A declaração foi feita em meio a articulações de bastidores sobre o futuro da pasta e ao aumento das tensões institucionais em Brasília.
>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
Ao analisar o cenário político, Serrano descreveu o Ministério da Justiça como um dos postos mais pressionados do governo federal, apontando o ambiente da capital como um espaço de desgaste permanente. Para ele, o momento exige um perfil que reúna capacidade técnica, habilidade política e disposição para enfrentar ofensivas que, segundo sua avaliação, partem de setores da extrema direita.

Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas, foi citado como alguém que já demonstrou capacidade de articulação em contextos adversos, liderando advogados em disputas sensíveis e mantendo interlocução com diferentes áreas do sistema de Justiça. Serrano avaliou que essa experiência pesa num momento em que o Ministério da Justiça se tornou centro de disputas políticas e institucionais.
Durante a fala, o jurista afirmou que os próximos meses tendem a ser marcados por ataques e pressões contínuas ao governo, o que transformaria a pasta em um espaço de confronto direto. Ele defendeu que o ministro tenha posicionamento claro e capacidade de sustentar embates públicos e institucionais, inclusive no diálogo com o Judiciário e com a Justiça Eleitoral.
Serrano também mencionou episódios recentes envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal, afirmando que acusações políticas vêm sendo feitas sem, até agora, a apresentação de provas consistentes. Segundo ele, parte dessas narrativas acaba sendo reproduzida no debate público, ampliando o desgaste institucional.
Outro ponto destacado foi a importância da formação da equipe ministerial. Serrano afirmou que o comando da Justiça precisa ser ocupado por alguém capaz de montar um grupo coeso e alinhado politicamente, diante do que classificou como uma disputa em curso pelo controle da agenda institucional do país. Na avaliação dele, a falta de unidade interna pode fragilizar a atuação do governo em um momento de pressão elevada.
Além da defesa do nome de Marco Aurélio, Serrano voltou a sustentar a separação entre Justiça e Segurança Pública. Ele argumenta que o peso da agenda de segurança esvazia outras atribuições estratégicas da pasta, como a formulação legislativa, a defesa de direitos e a articulação institucional com o Judiciário, e que a criação de um ministério específico permitiria maior foco e eficiência.
Levantamentos internos do governo indicam que o Ministério da Justiça concentra hoje atribuições que vão da coordenação da Polícia Federal ao diálogo com tribunais superiores e à elaboração de projetos legislativos sensíveis. A eventual troca no comando da pasta ocorre em meio a pressões políticas, disputas narrativas nas redes sociais e movimentações de grupos organizados do campo jurídico, que buscam influenciar a escolha do próximo ministro e o rumo da atuação institucional do governo.




