Presidente dos EUA anuncia fim do envio de petróleo venezuelano à ilha e provoca reação dura de Havana, que acusa Washington de asfixia econômica histórica
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Cuba ao anunciar que a ilha deixará de receber petróleo e dinheiro da Venezuela e ao sugerir que o governo cubano negocie com Washington “antes que seja tarde demais”, elevando o tom em meio a um cenário de mudança geopolítica na América Latina.
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Trump publicou em sua plataforma Truth Social que “não haverá mais petróleo nem dinheiro indo para Cuba — ZERO!” e acusou Havana de ter vivido por anos da ajuda energética venezuelana em troca de “serviços de segurança” aos governos de Caracas, antes de afirmar que os Estados Unidos agora são responsáveis pela proteção militar da Venezuela.

A reação do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, foi imediata e dura. Em post nas redes sociais, ele declarou que Cuba é uma “nação livre, independente e soberana” e que ninguém ditará suas decisões, destacando a história de antagonismo com os EUA e afirmando que a ilha se prepara para defender a pátria “até a última gota de sangue”. Díaz-Canel também criticou quem atribui as dificuldades econômicas de Cuba à sua revolução, argumentando que as carências são resultado de seis décadas de medidas de asfixia econômica aplicadas pelos Estados Unidos.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba acrescentou que o país tem o direito de importar combustível de qualquer fornecedor disposto a vender, e acusou os Estados Unidos de se comportarem como uma potência hegemônica que ameaça a paz e a segurança no hemisfério.
O episódio ocorre após uma operação militar dos EUA na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro e na morte de dezenas de guardas cubanos, ampliando as tensões regionais e alterando relações tradicionais entre Havana e Caracas.




