Derrota para o Velo Clube expõe limitações do elenco e atraso na regularização de reforços
O esforço da Ponte Preta no segundo tempo não foi suficiente para evitar a derrota por 1 a 0 para o Velo Clube, na noite de ontem, no estádio Moisés Lucarelli, pela Série A-1 do Campeonato Paulista. O resultado marcou a segunda derrota consecutiva da Macaca no início da competição e acendeu novo sinal de alerta no clube.
>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
Sem poder contar com reforços por conta do transfer ban, que soma cerca de R$ 1,9 milhão, a Ponte apostou basicamente no elenco remanescente da Série C. A estratégia definida pelo técnico Pintado foi reforçar o sistema defensivo, recuar as linhas e explorar a força física de Jeh, acionado principalmente por Elvis. O desenho tático, no entanto, abriu espaços para o Velo Clube trabalhar a bola no meio-campo e acelerar pelos lados.

A equipe visitante encontrou terreno fértil para impor seu jogo, com Mateus Norton e Sillas organizando as ações ofensivas e Daniel Amorim e Rodrigo Alves atacando os corredores. Aos 27 minutos, a pressão resultou em gol. Após cobrança de escanteio de Luiz Otávio, Marcelo Augusto venceu a disputa com Rodrigo Souza e abriu o placar. O gol desestabilizou a Ponte, que passou a sofrer defensivamente. Na sequência, Sillas obrigou Diogo Silva a uma defesa difícil, Ynaiã acertou o travessão com a bola tocando sobre a linha, e Daniel Amorim ainda carimbou a trave em contra-ataque no fim do primeiro tempo. Para agravar o cenário, João Gabriel deixou o campo lesionado após uma dividida.
A segunda etapa começou com mudanças profundas, apostando em jovens da base como Juan Rodrigues, Nikolas e Pedrinho para dar mais velocidade ao time. A Ponte passou a ter mais posse de bola e tentou acelerar as jogadas, mas esbarrou na dificuldade de criação. Jeh levou perigo em chute no início do segundo tempo e, aos 13 minutos, Pacheco exigiu boa defesa de Marcelo Carné após cruzamento de Elvis. Apesar da iniciativa, o empate não veio. Nos acréscimos, o Velo quase ampliou com Lucas Duni, que finalizou por cima.
Com o apito final, a Ponte Preta permaneceu pressionada pela sequência negativa e agora tenta reorganizar o elenco para o próximo compromisso, sábado, às 18h30, contra o Capivariano, fora de casa. A expectativa da diretoria é conseguir liberar jogadores ainda impedidos de atuar, considerados fundamentais para a reação da equipe.
Desabafo do capitão
Após a partida, o capitão Elvis fez um pronunciamento duro no gramado, cobrando a diretoria e relatando problemas internos. O jogador afirmou que a situação vivida pelo elenco é consequência da desorganização administrativa e destacou que os jovens não deveriam carregar a responsabilidade em um cenário de instabilidade. Elvis também mencionou atrasos salariais, criticou o não cumprimento de prazos e pediu a regularização imediata dos reforços, ressaltando que a Ponte Preta precisa de mudanças urgentes para voltar a competir em nível compatível com sua história.




