Morre Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do IBRAM, aos 73 anos

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Figura central da vida pública brasileira, Jungmann teve atuação marcante na política e no setor mineral

Raul Jungmann, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração, morreu neste domingo, aos 73 anos, em Brasília, após longo tratamento contra um câncer de pâncreas. Atendendo a um pedido do próprio Jungmann, o velório será restrito a familiares e amigos próximos.

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Pernambucano, Jungmann construiu uma trajetória de mais de cinco décadas na vida pública brasileira. Iniciou a carreira política como vereador e, posteriormente, exerceu mandatos como deputado federal, consolidando-se como um dos quadros mais experientes da política nacional nas áreas institucional, agrária e de segurança.

Político foi vereador, deputado e ministro nos governos FHC e Temer. Foto Tomaz Silva/Agencia Brasil

Ao longo de sua atuação no Executivo, comandou quatro ministérios em diferentes momentos: Política Fundiária e Desenvolvimento Agrário, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, e Defesa e Segurança Pública, na gestão Michel Temer. Nessas funções, esteve à frente de temas sensíveis da agenda nacional, como a organização das Forças Armadas, a segurança pública e a mediação de conflitos no campo.

Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM em um momento de forte pressão sobre o setor mineral, marcado por debates ambientais, sociais e regulatórios. À frente da entidade, Jungmann defendeu uma agenda de modernização da mineração brasileira, com ênfase na sustentabilidade, na governança e no diálogo institucional com governos, empresas e a sociedade.

Internamente, sua gestão foi marcada pelo fortalecimento do instituto e pela tentativa de reposicionar o setor mineral no debate público, buscando conciliar interesses econômicos com demandas ambientais e sociais. O período também foi de intensificação das discussões sobre o papel estratégico da mineração na transição energética e no desenvolvimento industrial do país.

Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, destacou Jungmann como um homem público de estatura singular, comprometido com a democracia e o interesse público. Segundo ela, sua atuação à frente do instituto ocorreu em um ciclo decisivo, pautado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

A morte de Raul Jungmann encerra a trajetória de um personagem que transitou por diferentes campos do poder e do setor produtivo, deixando uma marca relevante na política brasileira e no debate sobre o futuro da mineração no país.

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