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segunda-feira, abril 27, 2026
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Ibovespa ignora turbulência externa e bate recorde histórico

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Bolsa supera 166 mil pontos enquanto dólar sobe com tensão entre EUA e Europa

A bolsa brasileira contrariou o cenário de incerteza no mercado internacional e fechou em nível recorde nesta terça-feira, superando pela primeira vez a marca dos 166 mil pontos. O avanço ocorreu apesar do aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa, que pressionaram o mercado de câmbio e elevaram a cotação do dólar.

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O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia aos 166.277 pontos, com alta de 0,87%. O indicador chegou a operar em queda durante a manhã, mas passou a ganhar força após a abertura das bolsas norte-americanas, quando se intensificou o movimento de migração de capitais para mercados emergentes. Investidores estrangeiros buscaram ativos brasileiros, atraídos pelo diferencial de juros e pela perspectiva de retorno mais elevado.

Apesar do cenário externo mais instável, o diferencial entre os juros brasileiros e os norte-americanos funcionou como um amortecedor para o mercado doméstico. Foto Rovena Rosa/Agencia Brasil

No período da tarde, o índice reduziu o ritmo de alta em meio ao discurso que marcou um ano do atual governo dos Estados Unidos, chegando a perder momentaneamente o patamar dos 166 mil pontos. A recuperação veio nos minutos finais do pregão, sustentada principalmente pelas ações de mineradoras, bancos e empresas do setor de petróleo, segmentos com maior peso na composição do índice.

https://twitter.com/sitebricsbrasil/status/2011562237715235218?s=20

No mercado de câmbio, o comportamento foi distinto. O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,375, com alta de 0,3%. A moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,40 no fim da manhã, refletindo a aversão ao risco no exterior, mas perdeu força ao longo da tarde, com parte do fluxo financeiro direcionado à bolsa brasileira.

https://twitter.com/geraldoaraujo60/status/2013733935302193411?s=20

As tensões entre Estados Unidos e Europa seguiram no centro das atenções. A possibilidade de adoção de mecanismos de defesa comercial pela União Europeia, com autorização para impor tarifas bilionárias sobre produtos norte-americanos, elevou o nível de incerteza. O ambiente ficou mais sensível após a suspensão, pelo parlamento europeu, da tramitação de um acordo comercial entre os dois blocos, negociado no ano passado.

Apesar do cenário externo mais instável, o diferencial entre os juros brasileiros e os norte-americanos funcionou como um amortecedor para o mercado doméstico. A combinação de juros elevados e expectativa de manutenção da taxa básica atraiu investidores que reduziram exposição às bolsas dos Estados Unidos, que fecharam em queda acentuada.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária do Banco Central volta a se reunir para definir os rumos da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. A decisão é vista pelo mercado como um fator-chave para a continuidade do fluxo de capital estrangeiro e para o comportamento do dólar e da bolsa nos próximos meses.

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