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segunda-feira, janeiro 26, 2026
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Protesto expõe crise na Ponte Preta e amplia pressão sobre diretoria

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Campanha vexatória no Paulista, dívidas milionárias e risco de novos bloqueios inflamam torcida no Majestoso

Torcedores da Ponte Preta realizaram, na noite de ontem, um protesto em frente ao estádio Moisés Lucarelli para manifestar indignação com a situação esportiva e administrativa do clube. A equipe amarga a lanterna do Campeonato Paulista, com três derrotas, seis gols sofridos e nenhum marcado, em uma primeira fase de oito rodadas que termina em 15 de fevereiro.

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As manifestações tiveram como principal alvo a diretoria executiva, pressionada por dois transfer bans que somam cerca de R$ 2,2 milhões e limitam severamente a capacidade de reação do time. Faixas com críticas diretas aos dirigentes foram espalhadas no entorno do estádio. Viaturas da Polícia Militar acompanharam o ato, que reuniu público menor do que o esperado, mas manteve clima de tensão.

O apelo final foi pela pacificação interna, com a defesa de que disputas políticas deveriam ter ficado restritas ao período eleitoral, diante da gravidade do momento vivido pelo clube. Foto Divulgação X

Entre os torcedores, o sentimento predominante foi de abandono e má gestão. O discurso recorrente apontou falta de transparência, ausência de diálogo com a arquibancada e a percepção de que o clube estaria sequestrado por grupos internos desconectados da história da Ponte Preta. Houve também críticas à fragmentação do próprio movimento, com atos marcados em dias diferentes, sinalizando desunião em um momento considerado crítico.

A presidência do clube se manifestou por meio de nota oficial, classificando o protesto como legítimo e democrático, embora tenha destacado que a mobilização partiu de setores da oposição. O comunicado ressaltou que a nova diretoria só pôde assumir plenamente após o cumprimento de ritos legais, apesar da eleição ter ocorrido no fim de novembro. A gestão também atribuiu os transfer bans a dívidas herdadas de administrações anteriores e afirmou que atrasos salariais decorrem de bloqueios judiciais e obrigações passadas, agravadas pela valorização do elenco após o acesso na Série C.

O apelo final foi pela pacificação interna, com a defesa de que disputas políticas deveriam ter ficado restritas ao período eleitoral, diante da gravidade do momento vivido pelo clube.

Zagueiro na Justiça

A crise financeira segue produzindo novos episódios constrangedores. A Ponte Preta foi condenada pela Fifa a pagar R$ 227.777,75 a um zagueiro que atuou pelo clube em 2024, referente a dívidas contratuais. A decisão foi proferida em 16 de janeiro, com prazo de 45 dias para quitação. O não pagamento pode resultar em um novo transfer ban, com duração de até três janelas de transferências, ampliando ainda mais o cerco esportivo e administrativo sobre a Macaca.

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