Verba cortada pelo Congresso é restabelecida e garante custeio, bolsas e obras na rede federal
O governo federal autorizou a recomposição integral dos recursos que haviam sido cortados do orçamento das instituições federais de ensino para este ano. Portaria publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira confirma a devolução de R$ 977 milhões ao Ministério da Educação, valor que havia sido reduzido durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual no Congresso Nacional.
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Além da recomposição para a educação, o ato também prevê suplementação de R$ 186,37 milhões para unidades de pesquisa e projetos tecnológicos vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Os recursos reforçam o funcionamento de centros de pesquisa e iniciativas estratégicas na área científica e tecnológica.

No caso do Ministério da Educação, o crédito suplementar será utilizado para custeio das instituições, pagamento de bolsas acadêmicas e financiamento de obras em universidades e institutos federais. A distribuição dos recursos prevê R$ 332 milhões destinados às universidades federais para despesas básicas como energia elétrica, água e segurança; R$ 156 milhões para os institutos federais de ensino técnico e profissional; R$ 230 milhões para bolsas de pesquisa na graduação e na pós-graduação; e R$ 259 milhões para itens de manutenção das instituições federais de ensino.
A recomposição ocorre no início do exercício orçamentário, o que permite a execução plena dos recursos ao longo do ano, reduzindo riscos de paralisação de atividades, suspensão de bolsas e atrasos em contratos de serviços essenciais. A medida também recompõe parte das perdas acumuladas pelas instituições nos últimos ciclos orçamentários.
Cortes no Congresso e disputa pelo orçamento
Os recursos agora restituídos haviam sido retirados durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual, em um contexto de negociações políticas no Congresso que priorizaram outras áreas do gasto público. A recomposição expõe a tensão recorrente entre o planejamento do Executivo e as alterações promovidas pelo Legislativo, especialmente em áreas como educação e ciência, que historicamente sofrem contingenciamentos. A devolução integral do valor sinaliza uma tentativa do governo de reequilibrar o financiamento da rede federal e preservar o funcionamento das instituições diante de cortes aprovados no processo orçamentário.




