Astro porto-riquenho transforma show do intervalo em manifesto contra deportações e eugenismo, provocando fúria de Donald Trump e da extrema direita
O astro porto-riquenho Bad Bunny transformou o show do intervalo do Super Bowl 60, neste domingo (8), em um poderoso ato político e cultural contra a agenda de extrema direita nos Estados Unidos. Sob o olhar atento de uma audiência global, o artista, cujo nome de batismo é Benito Antonio Martínez Ocasio, mandou um recado direto ao movimento liderado por Donald Trump: “seguimos aqui”. A apresentação foi uma resposta frontal às políticas de desumanização e deportação, utilizando o afeto e a exaltação das raízes latino-americanas como armas de resistência.
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Durante a performance, Bad Bunny intercalou seus sucessos com homenagens aos trabalhadores dos canaviais e críticas severas ao abandono governamental e aos apagões recorrentes em Porto Rico. Em um momento de forte carga simbólica, o cantor entregou seu Grammy a uma criança, em alusão ao menino de cinco anos preso pelo ICE (serviço de imigração dos EUA).
Enquanto o espetáculo acontecia dentro do estádio, do lado de fora, milhares de manifestantes formavam um muro humano contra as milícias trumpistas, em um contraste direto com a retórica segregacionista do atual governo norte-americano.

A reação da Casa Branca foi imediata e explosiva. Donald Trump utilizou suas redes sociais para atacar a organização do evento, exigindo mudanças drásticas e classificando a celebração da diversidade como uma ameaça. Paralelamente, grupos ultraconservadores ligados a Charlie Kirk tentaram promover um evento “exclusivo para estadunidenses” em protesto ao show, movimento que foi amplamente ridicularizado por críticos culturais como uma tentativa patética de ignorar a realidade demográfica irreversível do país.
O show, que contou até com a celebração de um casamento no palco para simbolizar união, deixou o resultado da partida em segundo plano diante da relevância geopolítica do manifesto. Para o público do Jornal Local, a “fiesta latina” de Benito não foi apenas entretenimento, mas uma demonstração de que o poder cultural e a identidade de um povo resistem mesmo diante da repressão e do eugenismo. A explosão de ódio da extrema direita pós-evento apenas confirmou que a mensagem de Bad Bunny atingiu o alvo esperado.




