Pais e motoristas relatam filas diárias e cobram alternativa viária para região escolar
Motoristas que precisam acessar o bairro Notre Dame, em Campinas, enfrentam congestionamentos intensos no início da manhã, no horário de almoço e na saída das aulas, segundo relatos de condutores que utilizam a Rua Egberto Ferreira de Arruda Camargo, única entrada pela Rodovia Dom Pedro I. O fluxo elevado, impulsionado pela concentração de grandes escolas como Comunitário, Notre Dame e Maple Bear, já provoca reflexos na alça de acesso à Leroy Merlin e também na Avenida Mackenzie, na Vila Brandina.
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De acordo com pais e moradores, o problema se agravou com o início do ano letivo. Pedro Henrique afirma que a situação “piorou significativamente” e defende a criação de um acesso alternativo para reduzir a sobrecarga da via. Fernanda Zakia, que deixa as duas filhas em uma das instituições da região, relata que o horário de almoço é o mais crítico, com filas prolongadas e demora acima do habitual.

A concessionária Rota das Bandeiras classifica o cenário como complexo, destacando que três colégios de grande porte concentram entrada e saída praticamente nos mesmos horários, enquanto a rua não tem capacidade estrutural para absorver o volume de veículos. Segundo o gerente de comunicação, Stephan Campineiro, operações pontuais têm sido realizadas para amenizar os impactos, mas a empresa sustenta que intervenções estruturais cabem ao município, por se tratar de área urbana.
Em nota, a Emdec informou que monitora o eixo Heitor Penteado/Sousas e reconhece o intenso fluxo por se tratar do único acesso ao bairro. A empresa afirmou que agentes atuam em diferentes pontos da cidade e que, em 2025, reforçou a sinalização horizontal e vertical no entorno das escolas, com foco na Rua Egberto Ferreira.
No ano anterior, a região recebeu um radar em ponto considerado crítico da Rodovia Dr. Heitor Penteado (SP-081), no sentido bairro–Centro, após a Subestação Notre Dame da CPFL, com o objetivo de reduzir acidentes e coibir excesso de velocidade. Mesmo com as medidas, motoristas afirmam que o gargalo estrutural permanece e cobram solução definitiva para evitar que o trânsito local continue impactando a Rodovia Dom Pedro nos horários de pico.




