Paraibano ficou três dias detido após mandado expedido pela Justiça do RN trazer dados dele, mas crimes de outro homônimo
O paraibano José Wellington Alves de Lima, que passou três dias preso após ser confundido com um homem de mesmo nome condenado por roubo qualificado, vai acionar judicialmente o Estado do Rio Grande do Norte pedindo indenização de até R$ 70 mil por danos morais. A informação foi confirmada pela defesa.
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O mandado de prisão foi expedido pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Natal com os dados pessoais do paraibano, embora os crimes tenham sido atribuídos a um homônimo que permanece foragido e possui pena superior a três anos a cumprir. Segundo o advogado, José Wellington nunca teve antecedentes criminais.

Após ser detido, ele passou por audiência de custódia em João Pessoa, conduzida pela 1ª Vara Regional das Garantias da capital paraibana, com participação do Ministério Público da Paraíba. Em seguida, foi transferido para a Cadeia Pública de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, onde permaneceu até a correção do erro.
Familiares registraram em vídeo o momento da soltura, no dia 9 de fevereiro, quando ele deixou a unidade prisional e foi recebido por amigos.
A defesa informou que a ação indenizatória será direcionada apenas contra o Estado do Rio Grande do Norte, responsável pela expedição do mandado. Apesar disso, o advogado afirmou entender que também houve falha no âmbito da Justiça da Paraíba, que manteve a prisão mesmo após a apresentação de fotografias que diferenciavam os dois homônimos.
O caso reacende o debate sobre falhas na identificação de acusados e responsabilidade do poder público por prisões indevidas.




