O objetivo é reduzir para 40 horas
O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos) e as sete centrais sindicais sócias (CGTB, Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, NCST, UGT) promoveram na quinta-feira (06/05), em Campinas, a IV Jornada Nacional de Debates. O evento estava voltado pra o tema: “Negociações coletivas em 2010: Recuperação salarial e Redução da Jornada de Trabalho”.
Foi discutida a recuperação do Brasil após a crise econômica mundial, que fez o PIB (Produto Interno Bruto) ter retração de 0,2%. Segundo o DIEESE, a saída rápida da crise deve-se ao crédito inserido no mercado pelo BNDES, além da criação de vagas de empregos formais.
Ainda segundo o DIEESE, mesmo com a queda do PIB, o país criou mais de um milhão de novos empregos. Entretanto, a Indústria de São Paulo teve 49.129 postos de trabalho fechados. Em Campinas, a Indústria de Transformação fechou 3.564 postos.
O coordenador de relações sindicais do DIEESE, José Silvestre Prado de Oliveira, afirmou que a redução da jornada de trabalho deve ser analisada a partir de três pontos: a extensão, a distribuição e a intensidade das horas trabalhadas. O interesse do DIEESE e das centrais sindicais é uma carga de trabalho semanal de 40 horas sem a redução do salário. Hoje, a jornada de trabalho é de 44 horas semanais.
Oliveira ressaltou que as 40 horas semanais possibilitaria a geração de novos empregos, a diminuição de doenças ocupacionais e o aumento da qualidade de vida. “O emprego no Brasil não tem qualidade. O salário é baixo e não exige mão de obra qualificada” disse.
O coordenador José Silvestre de Oliveira afirmou que a redução da jornada de trabalho “é uma luta constante”. “A luta seguinte será reduzir para 36 horas e depois para 32 horas”.




