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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Moradores do maior loteamento de Campinas criam movimento contra ajuste de condomínio

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Os moradores do loteamento ‘Caminhos de San Conrado’, localizado no distrito de Sousas, em Campinas, ficaram insatisfeitos com o aumento de condomínio efetuado pela administração. O boleto passou de R$ 140 para R$ 198, um reajuste de 42 %. Com isso, os residentes criaram um movimento questionando o novo valor apresentado.

“Sou contra esse novo valor. O condomínio já arrecada muito para fazer pouco”, diz o mestre de obras Raul Lopes, que reside no San Conrado. Uma outra moradora que preferiu não se identificar também acredita que o aumento seja desnecessário. “O que eles arrecadam já é o suficiente para as mudanças. O preço está acessível para todos”, argumenta.

O aumento, segundo a diretoria, é justificado pelos investimentos que a administração precisa fazer dentro do condomínio, como asfalto, aquisição de mais câmeras de segurança, monitoramento entre outros. Um novo carnê exclusivo, com o rateio das despesas de investimento, já era para estar circulando. Terminado o prazo, o carnê seria extinto, não incorporando o valor real do condomínio ao investimento a ser feito. Porém a diretoria não aceitou a proposta e temporariamente suspendeu o aumento por dois meses para que haja uma Assembléia Geral a ser realizada no dia 21 de agosto para uma decisão final junto aos moradores.

O San Conrado é o maior loteamento de Campinas. São 22 ruas que cortam os 2,2 mil lotes. Ao todo são 7,5 mil moradores que residem as 1,8 mil casas construídas. O local é ponto de referência em Sousas e é muito procurado pelo ar puro e tranqüilidade.

Investimentos e polêmicas

O movimento criado pelos moradores questionou os investimentos apresentados pela administração do loteamento. Uma delas seria a contratação de um jornalista – para desenvolver o conteúdo para o boletim interno apelidado pelos moradores de “No Nosso” – um profissional de marketing – para desenvolver trabalhos de endomarketing interno, como propagandas para empresas, chamadas pela administração de “parceiras do San Conrado” e um engenheiro – para executar um serviço de saneamento, que já é oferecido gratuitamente pela Sanasa. “A ONG Jaguatibaia também tem feito inúmeros serviços de consultoria ambiental por toda Sousas. Não tem por que contratar um engenheiro para isso”, informa o biólogo aposentado José Cláudio Hofling, também morador.

Sobre o boletim interno e a contratação de um jornalista, o presidente da administração do San Conrado, Wagner Bueno, informou que as despesas para impressão do jornal giram em torno de R$ 8,7 mil por mês, justificando ainda que este valor representa apenas R$ 2 a mais para cada morador. Com isso, o valor bruto para custear esta mídia seria de R$ 104,4 mil por ano. “Esse dinheiro poderia ser usado para outros investimentos, como coleta de lixo reciclável por exemplo”, afirma Hofling.

Outra polêmica seria sobre o cartão de crédito usado em nome do condomínio, cuja fatura mensal não foi apresentada no balancete do site do loteamento.

Estatuto

Segundo o Estatuto Social da Sociedade Civil dos Amigos do Caminhos de San Conrado, compete exclusivamente à Assembléia Geral a eleição ou destituição, coletivamente, da diretoria executiva e do conselho fiscal, ou isoladamente, de qualquer dos seus membros, em casos de mau gerenciamento, improbidade administrativa e nãos satisfação dos interesses sociais, bem como promover responsabilidades, ressalvado o direito de defesa dos interessados.

Confira abaixo o que foi publicado sobre o reajuste no site do San Conrado através do “No Nosso”

“Como foi esclarecido na última Assembléia Geral e na matéria publicada na última edição do ‘No Nosso’, esse reajuste nada mais é do que o realinhamento do valor que se pagava em 1998 – R$ 65,00 – seguindo a variação com base no IGPM até julho 2010, cujo valor correto deveria ser, hoje, R$ 192,00. Ou seja, entre 98 e 2010, a Associação deixou de arrecadar R$ 16 milhões, o que representou uma boa economia para o morador, mas isso só foi possível porque, nestes 12 últimos anos, optamos por complementar a receita através da verba oriunda dos acordos feitos para liquidar inadimplências antigas.”

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