O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), decidiu na tarde de quarta-feira (18) cancelar a sessão ordinária do Plenário. O motivo foi a falta de acordo político entre os partidos da base aliada ao governo e de oposição. Mesmo depois de duas reuniões realizadas na tarde e no ínicio da noite de terça-feira (17) pela presidência da Câmara com o Colégio de Líderes, não foi possível chegar a um consenso sobre a pauta de votações. Com o impasse, muitos parlamentares deixaram a Câmara e retornaram aos estados.
Depois da suspensão da sessão extraordinária marcada para às 19h30 de terça, manifestantes em apoio às PECs 300 (piso nacional para policiais) e 308 (agentes penitenciários) invadiram o Salão Verde da Câmara, em protesto contra a falta de votações. Durante a invasão, três servidores da Casa ficaram feridos. Não houve registro de manifestantes machucados. O Salão Verde foi desocupado após a decisão de encerrar o período de esforço concentrado.
O presidente Michel Temer explicou as razões para o fim do esforço concentrado: “Cancelei a sessão na Câmara hoje porque nitidamente não havia quorum; porque houve agressão a seguranças, atendidos no Departamento Médico; porque houve ocupação indevida das dependências da Câmara; porque na democracia não se consegue votar por meio de força física mas por meio de convencimento e, por último, todos sabemos que fiz a pauta para votar. E ainda votaremos quando houver acordo de líderanças”.




