A Ferroviária/Fundesport derrotou o Botafogo por 5 a 0 no último domingo 26, pela manhã, e chegou à terceira vitória consecutiva (em quatro jogos) e soma agora 10 pontos – com 34 gols marcados e apenas dois sofridos. A partida foi disputada no campo de grama sintética do CT do Botafogo F.C., em Ribeirão Preto.
Com apenas uma mudança em relação ao time que foi a campo contra o América de São Manuel há duas semanas – Dioneide substituiu a lesionada Andressa –, a equipe de Araraquara dominou todo o primeiro tempo. Apesar de ter construído ao menos seis boas oportunidades – Dioneide, chutando de esquerda de fora da área, acertou o travessão –, o gol não saiu.
“O posicionamento tático estava correto, mas, além da escassa movimentação individual e da insistência em bolas longas ao invés da troca de passes curtos, senti que o time estava sem alma”, comentou o técnico afeano Douglas Onça após o jogo. No intervalo, Onça cobrou maturidade do grupo. “Na grama sintética, a bola corre mais. O ideal é avançar com passes de pé em pé”, explicou. De fato, a Ferroviária poderia ter criado mais chances, mas, na maioria das vezes, pecava no passe final (assistência).
O Botafogo povoou o meio campo, e marcava individualmente na defesa, impedindo as tramas do ataque da Ferroviária na entrada da área. Com apenas uma atacante, isolada, o time de Ribeirão não levou perigo à meta da goleira Luciana. “Tira, tira”, era a ordem mais ouvida do banco botafoguense. Em quatro jogos, incluindo o de hoje, o Botafogo saiu derrotado em todos – já levou 22 gols (13 só do Rio Preto) e ainda não anotou na competição.
Com a mesma aplicação e vontade já demonstradas nas outras ocasiões, a Ferroviária atuou na etapa derradeira de forma mais inteligente: basicamente, passou a explorar as laterais com mais intensidade e velocidade. O resultado apareceu logo aos 10 minutos. A volante Beatriz caiu pela direita, levou ao fundo e cruzou rasteiro para a rápida Raquel finalizar de primeira e abrir o placar.
Cinco minutos depois, também pela direita, Érika invadiu a área, livrou-se de Mascote, mas foi parada com falta. Pênalti. Adriane Nenê pediu para bater – na ausência de Andressa, ela e Raquel são as cobradoras. Com categoria, a atacante deslocou a goleira e fez Ferroviária 2 a 0 – a bola ainda bateu na trave antes de entrar. O técnico do Botafogo reclamou com a bandeirinha, mas a penalidade existiu.
As Guerreiras Grenás mantiveram o ritmo e marcaram mais três vezes. Beatriz arrematou de longe e fez o terceiro. Érika recebeu em velocidade na intermediária, adentrou a área e bateu no canto direito da goleira. E Dioneide, também de muito longe, desta vez mandou para as redes, no ângulo.
Já no limiar da partida, Onça tirou Thaísa, que, cansada, pediu para sair, e mandou Rosângela a campo. Mas a volante nem teve tempo de tocar na bola. Logo em seguida, o árbitro encerrou a partida.
“Em Franca [empate em 2 a 2, depois de sair perdendo de 2 a 0], nós tínhamos o domínio do jogo até levar o gol. Não podemos bobear novamente. Se estamos jogando melhor, temos de traduzir esse domínio em vantagem”, disse Onça, explicando o motivo da bronca no intervalo. “Não basta ter a alcunha de ‘Guerreiras’, tem de mostrar esse espírito em campo. E ele só veio no segundo tempo. Não fomos incisivos no primeiro tempo”, finalizou.
A Ferroviária joga novamente fora de casa na próxima rodada, quando enfrenta o XV de Piracicaba no tradicional Barão de Serra Negra. A partida está marcada para o próximo domingo, dia 2 de junho, às 10h.





